Que providência tomar?

Naty e eu conversamos ontem vários assuntos, adoro jantar na mesa, sem tv ou afins, faz bem para nós, nos mantém em sintonia. Vou compartilhar com vocês uma síntese/interpretação/viagem, com base em uma música do Lenine, dos temas tratados no jantar.

Acordei inspirado hoje(acho que é porque assisti Carrossel ontem huAUHahUuhahuaHUA), ou não.

Julguem vocês!

Abraços.

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O não querer saber é mais cruel do que o não saber. Pois, existe uma consciência de saber o que não se deseja. Mas, na verdade, sabemos o que não queremos, apenas não pegamos, seguramos, apalpamos ou medimos. Chega estar tão perto que não conseguimos ver. Sabe a sensação de colocar a palma da mão bem próxima aos olhos e conseguir enxergar por ela? Neste momento vemos o que não queríamos ver, e assim é a vida.

A decisão tomada de ficar só, permanecer inteiro, sem divisão emocional, a segurança de ser completo… Começo a rir sozinho, apenas pela sensação de estar só, mas, sorrio de tristeza, não me vejo mais só, menos ainda completo, a cada dia me monto, com um quebra-cabeça de mil peças, as bordas são fáceis de identificar, porém, o interior, o recheio, ali dentro no miolo, quem me dera saber de algo.

A falta nos completa, o paradoxo é nosso ursinho de pelúcia, abraçamos a solidão, um travesseiro de visco elástico, apertamos e apertamos para fazê-lo sumir, ele aparenta estar menor, mas, quando olhamos novamente, está inteiro. A falta e a solidão são completas, o que é a solidão, se não a falta de alguém, a falta de conjunto, de um grito que seja, a falta de demandar.

Mas essa dor, não me entristece. O que me faz temer é a palma da mão que não vejo, está ali, mas não enxergo, não apalpo. Não seguro nem meço. Isso me faz falta.

Foi! Passou e não vi, cadê? Perco-me no não saber e me acho no aviso, no conselho, no saber do outro. E como ficará a minha geração? O saber do outro agora é meu e devo passá-lo adiante. Mas o filtro, para que o que vejo como impuro não se perpetue, não recomece no meu fim. E o que é impuro? Mais uma vez sorrio…

Foi! Bem quietinho, distraído e calado. O amor se foi? Mas a falta permanece, cruel não é? O que faço dessa vida? Vendo-a? Devolvo-a para a loja? Processo no tribunal de pequenas causas? Minha causa será realmente pequena? Risos aparecem em minha face, mas agora de ironia, se fosse fácil assim o mundo não pressentiria seu fim, aflito e só. Mais uma vez o bendito não saber ou não querer saber aparece, sorri e se vai. Tudo se vai, porém, algo sempre permanece. Resta ansiedade de um chegar, alguém chegará para mudar o mundo, o meu mundo, tirará meu chão, não para me ver cair, mas para me ensinar que não sou completo, sou parte, faço parte, monto partes.

O cheiro do amanhã se iniciará em breve, cheirinho de carro novo, livro novo ou velho, o cheiro do novo. O cheiro fica pelo ar, fica o medo de ficar e o vazio preenche o espaço restante. O amor voltou, continuou calado, me maltratando, completando-me, deixando a solidão sem medida.

Mais uma vez eu sorri!

 

 Livre interpretação da música “A medida da Paixão” de Lenine.

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Minha avó, minha mãe e eu

E hoje uma convidada especial, Isabella Kanupp, mãe moderna e uma das pessoas que me incentivaram a começar esse humilde blog. Feliz Dia das Mães.

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Minha avó, minha mãe e eu

Conversando com o Bruno, ele me propôs escrever um texto aqui, sobre mãe contemporânea. Sobre como é ser uma mãe moderna, como é ser mãe hoje em dia. E então eu comecei a pensar: eu não trabalho fora, eu “só” cuido da casa e da Beatriz. Como vou escrever sobre ser uma mãe moderna? E aí que está, eu não materno como a minha mãe maternou. Eu materno como a minha avó maternou. E isso, hoje é ser uma mãe moderna. Porque ao contrário da minha avó eu escolhi ficar com a minha filha, não foi nada imposto pelas condições ou pela sociedade. Assim como eu poderia ter escolhido trabalhar fora.

Minha mãe trabalhou minha infância toda fora, eu me lembro de poucas coisas que fazíamos durante a semana, minha maior lembrança eram os fins de semana. E hoje, vejo que faltou sim um pouco de carinho – apesar dela ser carinhosa – faltou presença – apesar dela sempre querer estar presente. Acontece que na época da minha mãe, vinda de uma família pobre, era prioridade nos dar segurança, nos proteger, e não deixar faltar nada. E por isso ela trabalhava tanto.

E sim, sou grata. Grata por poder ter comida na mesa, roupa para vestir, e contas sempre pagas. Grata porque sempre tivemos “do bom e do melhor”. Mas não quero fazer igual. Eu decidi fazer diferente. Eu decidi que para a Beatriz eu quero dar muito amor, carinho e presença. Quero sim que nunca lhe falte nada, quero mantê-la protegida e sempre segura. Mas também quero ficar com ela, acompanhar seu desenvolvimento, ser referência e ensinar pelo exemplo que temos de fazer aquilo que gostamos.

 Minha mãe não foi uma má mãe. Apenas “maternou” de uma forma diferente, apenas fez o que ela achou que seria melhor para nós. Porque no fim, moderna ou não o instinto está sempre ali, nos guiando.

E hoje me sinto privilegiada, por poder – tentar – fazer o que gosto, por poder ter a opção de ficar na minha casa, e cuidar da minha filha da melhor maneira que posso. E sim, eu sou uma mulher independente acima de tudo isso. Pois estou exercendo meu poder de escolha.

Isabella Kanupp – Malabarista Profissional de Tempo, esposa, blogueira e orgulhosamente mãe da “espoleta” Beatriz. Escrevo no blog PARA BEATRIZ tudo sobre meu legado materno, humilde para assumir minha falhas, dúvidas e incertezas, debatendo temas, para qual, muitas mães torcem o nariz.

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Chá Fralda – Nicolas 05/05/2012

Naty e eu temos um péssimo(ou ótimo) defeito, não conseguimos fazer nada da maneira simples, desde a lista de convidados, até o convite on-line. Não fazemos porque nos consideramos “rycos”(sonho meu) ou melhores(pffff), nada disso, tentamos sempre fazer o melhor, por respeito e dedicação aos nossos convidados e ao nosso futuro filho.

Acreditamos que são momentos assim que fazem a vida valer a pena, chega a ser engraçado, ao final de cada festa sempre falamos “afff… olha a zona, nunca mais vamos fazer nada aqui em casa ok, ok!” chega a ser engraçado… Não vemos a hora de passar logo o chá de bebê para dar tudo certo, mas quando dá realmente tudo certo, temos vontade de enquadrar esse momento, tipo o jornal do Harry Potter, sabem? Deixar registrado cada minutinho com nossos amigos e familiares.

Resumidamente, o que era para ser um chá de bebê, tornou-se um chá fralda/festa/kinect/reunião de amigos/familiares que durou das 14h de sábado até as 04h de domingo… o resultado dessa zona imensa, foi esse:

cha_fralda_nicolas

Como esperado o que era para começar as 14h começou realmente as 15h. Galera chegando, eu tomando banho, Naty se maquiando, enfeites sendo pendurados, bexigas cheias, tortas, doces e bolo sendo organizados em pratos e  Kinect (acessório do video game Xbox360, sabia mais aqui) o bicho começou a pegar… rs… Depois foi Boliche, boxe, atletismo, corrida, salta à distancia, jogos de aventura e muito UFC *-*

Conhecemos muita gente, e (graças a deus) temos uma casa com comodos grandes, convidamos 100 pessoas, 75 delas compareceram. Ou seja, tinha tudo para dar errado, faltar comida, faltar refri, cerveja e afins, NADA disso aconteceu! Fizemos pão de metro, salgadinhos, tortas de frango, de palmito, patês com torrada, ante-pasto, tortas doces(pêssego, morango e maçã), docinhos, salgadinhos de amendoim e salgado estilo fandangos, acho que teve mais coisa, não lembro direito.

Tentei dar atenção à todos, mais quando terminou, fiquei com a sensação estranha, mas era muita gente para servir, conversar, dar risada e falar besteira… hahah. Foi ÉPICO! Sabe o que é olhar para qualquer lado da casa e ver alguém sorrindo, conversando, gargalhando, conhecendo pessoas novas, revendo amigos… parei e pensei “é este o ambiente que eu quero para o meu filho”.

Tirei poucas fotos(falha minha), mas tenho certeza de que as pessoas que estavam reunidas ali, se lembrarão desse chá fralda por muito tempo… assim como Naty, Nicolas e eu, nos lembraremos de como somos amados por tantas pessoas diferentes e o Nicolas, antes mesmo de ter nascido.

Tentamos fazer o melhor para você filho, pode não ter sido(respeito a opinião de cada um), mas foi objetivo! Espero que você tenha gostado do seu Chá de bebê, que não teve chá e ainda por cima o bebê não havia nascido. Agradeço aos que puderam comparecer nesse dia tão marcante e importante. Vida longa e próspera!

Antes de terminar o post, preciso dar agradecimentos especiais as pessoas que ajudaram MUITO nesse dia tão especial: Cláudio, Dinho, Doug, Ezildinha, Karen, Lucas, Marcelo, Monique, Renata, Rita, Roberta, Roberto, Robson, Rosa e Tiago.

(Fiz em ordem alfabética para evitar qualquer tipo de descontentamento, todos foram importantes a sua maneira, e cada um de vocês sabem da nossa gratidão particular por tudo que vocês fizeram e continuam fazendo).

Bjss

 Para os que foram e sairam falando merda/mal, deixo apenas um recado >  faça melhor! #bjsmeliga #morrediabo #saiinveja #trolololololo

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