A ira de um anjo (Child of Rage)

Acabei de assistir a um documentário da HBO de 1992. Fala sobre uma menina que se chama Beth Thomas, vítima de abuso sexual. A mãe de Beth faleceu quando ela tinha um ano de idade e desde então ela sofreu abuso de seu pai(pfff) biológico, somado a surras, álcool e muita violência, o que poderia resultar disso?

(Me sinto até mal de falar sobre esse assunto aqui no blog, mas, infelizmente é uma realidade social, não consigo apenas fechar os olhos e fingir que não acontece e já que tenho “voz”(meu blog) decidi falar, se você não tem estômago forte para o pior do ser humano, não continue lendo).

No início do documentário, Beth e seu psicólogo conversam sobre os “sonhos” que Beth teve quando criança, ela conta sobre o abuso de seu pai biológico, que sofria, tinha medo, sentia muita dor e  sangrava, mas o “sonhos” persistem, não terminam… Ela conta que enfia agulhas em seu irmão(mais novo) John, mata animais, rouba facas de sua casa, para tentar esfaquear seus familiares enquanto eles dormem, Beth realmente foi “danificada”, não tem auto estima, pensa apenas em machucar seu irmão, não confia em ninguém, não sente, não teme, não se importa com mais ninguém além da sua dor reprimida, recalcada. Quem mais sofria com a Beth(além dela mesma) era seu pequeno irmão John, ela o molestava(no sentido sexual da palavra), o agredia diáriamente, enfiava agulhas em seu corpo e em um momento da entrevista ela disse que “não conseguia parar” mesmo quando John pedia, reproduzindo inconscientemente a cena traumática vivida em sua infância.

Beth começou a ser tracada em seu quarto para que a família conseguisse dormir em segurança, continuamente em terapia, seu médico decidiu separa-la(temporariamente) de seus pais adotivos para um retiro de terapia intensiva, especializada em crianças que sofreram abuso sexual e crianças homicídas.

Após anos de tratamento, as feridas começaram a ser tratadas, Beth começou a diferenciar certo e errado, começou a sentir-se mal por tudo o que havia feito, sentia-se culpada por suas atitudes, diferentemente do início do documentário, no qual, ela era fria ao responder o que lhe perguntavam e indiferente a todos.

Em sua última aparição no doc.,  ela se emociona e diz que o que o seu pai lhe fez, as coisas que ela lembrava(creio que neste ponto, ela já tinha entendido que não era apenas um sonho ruim, mas sim, a realidade de fatos traumáticos) fazia com que ela machucasse as pessoas, e quem mais sofreu com isso foi seu irmão.

– Quem você machucou mais?

– Meu irmão. Isso é o que me machuca mais.

– Como isso a machuca mais?

– Porque quando eu machuco as pessoas, estou ferindo a mim mesma.

– Como se sente agora, Beth?

 – triste (lágrimas)…

Este é o trecho final do documentário(gravado em 1989).

Quando terminei de ver o doc. de imediato foi para o google pesquisar sobre essa menina, atualmente uma mulher. Fiquei transtornado com a podridão de um pai que violenta sua filha de 1 ano de idade, mas fiquei feliz e me senti esperançoso em saber que ainda existem pessoas que ajudam e que se importam.

 

// A partir daqui é tudo bem bagunçado e sem fonte confiável. O “achismo” da internet.

Versão 1

Atualmente Beth Thomas ministra seminários e palestras coorporativas a respeito da felicidade, incrivelmente irônico, paradoxal e humano.

Versão 2

Beth Thomas é enfermeira no Arizona.

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Decidi fazer esse post em sua homenagem e agradece-la por me trazer esperança social, saber que ainda somos capazes de reagir à algo tão nojento, imperdoável e sujo que é o abuso sexual infantil e transformar em esperança, amor, sentimento, ter forças para lutar e vencer, mesmo que seja apenas no fim.

Se você sabe ou desconfia que algum conhecido, parente, vizinho, amigo ou etc sofra este tipo de abuso, não hesite, não julgue, não acoberte, não seja um covarde. DENUNCIE!

Para quem quiser ver o documentário completo, assista e compartilhe!

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O quarto

Por motivo de força maior(o calor dos infernos que esta fazendo em SP) decidimos que já esta na hora do Nico ir para o seu quarto, para gente poder voltar a usar os dois ventiladores que temos no quarto hahaha. Além de que, o quarto do Nico é bem mais ventilado do que o nosso, pois tem uma janela de frente para a rua (e para o vento noturno…rs). Ele estava dormindo no “berço chiqueirinho” montado do lado da nossa cama.

Conseguimos estabelecer uma rotina para que ele durma a noite inteira, quase nunca falha. Apelidamos de “combo de sonolência” rsrs.

Ele fica muito espoleta e conversador a noite(igual a Naty), quando chego da pós ou do trabalho, costumo ficar brincando (babando) com ele, para Naty poder tomar um banho, ajeitar algumas coisas, ir para o pc um pouco, jogar Plantas x Zombies e desanuviar a mente… rs

Dai começamos o “combo da sonolência”… Enquanto eu “canso” ele com risadas, ginásticas e muita conversa, vou organizando sua área de banho, arrumo trocador, pego toalha, fecho janelas, organizo a próxima troca de fraldas e etc… Quando a Naty sai do banho, começo o banho do Nico, sempre rápido para evitar ressecamento de pele(orientação do dermatologista) e o stress do pequeno.

Após o banho morno, vem a arma secreta, a mortífera “Tits” (apelido carinho) fábrica de leite materno. Após 10~12 minutos de alimentação contínua(sim, ele é bom de “garfo” igual o pai) começa a última fase do plano. Faço ele arrotar, pego no colo, coloco a música de dormir(um app para android que chama Music Box Baby) e começo a cantarolar o repente da sonolência… rsrs

5~10 min depois, ele começa a piscar mais forte, com os contornos dos olhos vermelhinhos de sono, as mãozinhas juntas próximas ao peito, ainda acordado, coloco ele no berço e deixo a musiquinha rolando bem baixinho atrás do travesseiro, mais 5~10 min e ele CAPOTA num sono profundo, cheio de tits, cores e fantasia.

MAAAAAAAAAAS ontem, seu primeiro dia no quarto sozinho, o plano falhou… rs Ele foi dormir só as 4AM, deixando a Naty parecendo um Zombie… rs… Mas creio que seja questão de costume, espero que hoje o plano funcione, pois Naty e eu somos como o Pink e o Cérebro, todas as noites tentamos dominar o mundo(do sono do Nico).

pink_cerebro

“O Pink, o Pink e o Cérebro, o cérebro e o Pink!”

=D

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Pediatras, e pediatras.

Semana passada, Nico teve sua terceira consulta com a pediatra da rede própria do plano de saúde. Ali no bairro das Perdizes.

Nas primeiras duas consultas achei que ela o tratou como um “filé de frango”. Sabe quando você vai no açougue e pega a carne, olha a cor, pergunta se ta fresca, pesa a carne,  você fica meio assim com o açougueiro, pois não o conhece direito(no sentido profissional), até que decide levar. Do mesmo jeito foi ela com o Nico, pegou, olhou, pesou, mediu e tirou algumas dúvidas minhas e da Naty.

Não mostrou o mínimo de afeto, o famoso, arroz com feijão, óbvio que eu não queria que ela achasse o meu filho o mais lindo do mundo(só Naty e eu achamos isso…rs) mas no mínimo, esboçar um sorriso, afinar  a voz para falar com o bebê, segura-lo no colo como um bebê e não como uma peça de contra-filé. Naty tentou me explicar que plano de saúde é assim mesmo, pelo tempo de consulta e tal, não dá para ter afinidade e etc… Entendi, mas não compreendi… agora penso que poderia ser o meu ego falando, aliás, gritando… rs

Poxa, eu penso que quando a pessoa decide se formar em uma profissão deve ter paixão no que faz, entendo também que a paixão acaba, mas DEVE restar o amor… A veterinária da Cléo, Hurley e Fubá, Dra. Geandra, é o exemplo de uma profissional apaixonada pelo que faz, nunca vi uma pessoa que ame mais o que faz do que ela, no último dia 09/Set. foi dia do veterinário, mandei um sms parabenizando-a pela profissional que ela é, fiz de coração mesmo, pois é admirável como ela trata os bichos.

Agora, me respondam, por que uma pediatra não pode ser parecida? Ou um atendente de telemarketing, um mecânico, um engenheiro, um entregador de jornal? Já que tem que fazer, faça bem feito!

Trabalho fora da minha área de formação(Comunicação Social – Radialista) desde que me formei, por opção minha, deixei de agarrar várias ofertas de trabalho na minha área, em favor do meu bem estar social e financeiro. Atualmente trabalho com números, planilhas, telefones, bancos e etc, tudo muito diferente do que pretendia, só por isso devo fazer com má vontade? LÓGICO que não, tento sempre fazer o meu melhor em tudo que faço. E fica aqui a minha dica, já que temos que fazer, que façamos bem feito. Só vai agregar em várias áreas de nossa vida, profissional, pessoal e por que não dizer sentimental…

Voltando a pediatra, na terceira e (provavelmente)última consulta, Nicolas esta na fase de paquerador(não pode ver uma mulher que já se abre, igual mala velha, mostrando aquela gengiva sem dente…rs) em resposta as “investidas” do Nico, ela brincou com ele, pegou no colo, fez graça, afinou a voz(clássica em quase todos que falam com bebês hahaha) e me deixou com um puta interrogação na cabeça e uma lição de vida… Agora admito, todos temos dias bons e dias ruins, resolvi dar mais uma chance a doutora, assim como já recebi várias chances…Você pode estar pensando, mas no ínicio você disse uma coisa e agora diz outra? Sim, sou humano, sou paradoxo, as coisas nem sempre são tão simples como pensamos ser. Um equívoco ou apenas uma intuição?! Não sei, só sei que não importa a resposta, nada é tão simples.

E vocês, já passaram por algo parecido??? Comenta ai.

 

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