A Dor da perda

O que dizer de alguém que não viveu o que deveria ter vivido?

O que dizer de alguém que se foi, sem nem mesmo, ter conseguido terminar sua vinda?

As palavras que conseguem confortar essa perda, ainda não foram escritas.

Ser ou não ser, já não importa mais, e as vezes nos apegamos a coisas tão pequenas, não é?

A morte é uma lição para os que ainda estão vivos.

Sem volta é o tempo que foi gasto com o silêncio, com o sorriso, com o outro.

Quem consegue se colocar nesse lugar de dor? Sem o calor da pessoa amada, do pedaço de vida, continuação da alma.

Quem consegue?

E pensar que ser filho é tão fácil, difícil, deve ser perder um.

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Fica registrado nosso carinho por você prima.

Descance em paz Ste.

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Medo de perder

Perder é um verbo transitivo, ou seja, necessita de um complemento. Quem perde, perde algo, perde alguém. Ontem a noite, dia 20/02, meu filho Nico comemorava seu 8º “mêsversário”, estávamos na casa de sua avó materna, assistindo o jogo do Corinthians, ao final do primeiro tempo veio a notícia terrível que um torcedor de 14 anos havia morrido, ou melhor, o garoto foi assassinado. Querendo ou sem querer, isso já é outra história, que não me compete entrar no mérito. Independente da bandeira do time, do nome do campeonato, do esporte praticado naquele local, o que perdemos foi uma vida, perdemos a chance de dar exemplo, afinal de contas, o esporte não serve para isso? Falhou a sublimação? Válvula de escape para a marginalidade? O exemplo a ser seguido. Óbvio que os profissionais que estavam em campo, comissão técnica e etc, não foram os responsáveis diretos pela morte do garoto, mas indiretamente não somos todos nós responsáveis?

Este post não significa nada(mas para mim já é muita coisa) além da minha opinião como cidadão, torcedor e pai. Dia após dia vemos morte no esporte, seja dentro das quatro linhas, seja na torcida, que significado isso tem em nosso dia-a-dia? Domingo tem clássico Santos e Corinthians, ninguém mais se lembrará do Boliviano menor de idade morto ontem, mas deviamos saber que esse boliviano, tinha um nome, assim como nossos filhos tem, possuia uma mãe, assim como nós, teve sua vida roubada num local onde deveria apenas existir emoção, alegria, momentos memoráveis, milésimos gols e etc. Ninguém mais lembrará do Kevin Douglas Beltrán Espada, apenas seus familiares e amigos…

Hoje percebi um alvoroço no facebook sobre o que deveria acontecer com o Corinthians, deveria ou não ser banido, multado e o diabo a quatro, mas espera um minuto… FODA-SE a punição para o time X Y ou Z, o que deveria ser perguntado é o que devemos fazer para que isso nunca mais aconteça dentro e fora dos estádios, essa seria uma atitude correta, e não agir feito humanóides irracionais  querendo ver o pior ou o melhor para seu time ou rival. A vida já não é mais uma prioridade social, um novo sintoma social, que nos deprecia mais e mais.

Onde esta a humanidade dentro do ser humano? Será que quanto mais “evoluímos”, perdemos a humanidade? A cada dia somos menos humanos ou mais humanos no pior sentido perverso da palavra? Onde esta o amor ao próximo? Deixo essas perguntas sem respostas, pois são perguntas que nem deveriam ser feitas.

É nesse mundo que terei a árdua missão de criar meu filho, um ser humano, com atitudes humanas, assim espero. Que Deus me ajude e conforte essa família.

Tenho medo de perder.

 

Fica aqui meu grito de decepção e a esperança que a próxima geração,  seja menos humana e ao mesmo tempo mais humana, no melhor sentido da palavra.

 

*LUTO*

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O que será que ele pensa?

Dia desses cheguei em casa, abri a porta e lá estava ele, Nico sentado no carrinho, com uma perninha no banco e a outra pendurada por cima da alça, com a correntinha do prendedor de chupeta no dedo. Abro a porta e sempre chego com um sonoro “Oi bebê do paiiiiii… Nicooo” e um beijão na bochecha gorda dele. Normalmente ele me recepciona com barulho e balançar de mãos, mas esse dia, ele sorriu para mim. Não uma risada de cócegas, mas um sorriso, banguelo e sincero.

Na primeira vez fiquei emocionado, Naty até me zuou, pois não costumo ser muito emotivo, mas meus olhos encheram de lágrimas… Ele sempre sorria para mim, em ocasiões diversas, mas na minha chegada em casa, no momento em que eu abri a porta, foi a primeira vez. Aquele sorriso reseta tudo de ruim que possa ter acontecido no meu dia, meu mal humor(que as vezes é foda…rs), minha fome, meu cansaço… nada é páreo para aquele sorriso.

Sempre fico pensando “O que será que esse menino deve pensar quando me vê?”. Sei que ele já associa, mas com o que? Com risada? Carinho? Comida? Banho? Com sono? hahaha.  Creio que seja uma questão que nunca irei descobrir… mas fica aqui registrada minha curiosidade…rs
A pergunta do título “O que será que ele pensa?” não é feita por mim, mas, para mim, vinda do Nicolas, pois creio que ele também não entenda o que a minha chegada represente, mas mesmo assim, de alguma maneira, há felicidade em me ver, e respondendo a pergunta do Nico, eu penso que ter tido você, foi a melhor decisão que tive em minha vida.

 

Desculpe o tempo sem escrever um post, prometo melhorar meu comprometimento com o blog e com vocês. Na verdade o comprometimento com o blog está ok, não to postando porque estou trabalhando no novo layout do Aventura Paterna!!! Agora vocês me respondem “foda-se, arruma tempo e posta coisas novas”… eu abaixo a cabeça e digo OK… Aaaaaaaaaaaahhh também estou trabalhando nos reviews das fraldas e brinquedos, dá trabalho pacas né… tenso!

 

Bjs

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