As pequenas coisas da vida

Pequenos atos, podem e fazem uma enorme diferença em nosso dia a dia. Um “- Bom dia” seguido de um sorriso sincero, um olhar complacente à alguma boa ação, um “- Saúde” após um espirro de um desconhecido, entre outras pequenas atitudes que podem mudar o rumo do seu dia. Imagine você vivendo em um mundo sem “gentileza”, não por um dia, ou por uma semana, mas por anos. Um lugar onde ao menor deslize gentil, fosse encarado como algo desprezível. Daí você pára de ler o texto e se pergunta “Mas que merda de cogumelo o Bruno (autor do blog) comeu!?” – Nenhum. Apenas acordei com essa sensação de que a cada dia que passa, estamos menos gentis com o próximo e nem sempre a culpa disso é nossa.

Quinta feira passada, um rapaz veio no meu portão enquanto eu pagava o motoqueiro que trazia a “janta”, pizza. O rapaz tinha uma idade média de uns 30~40 anos. Uniforme de trabalho, cabelo bagunçado como qualquer pessoa que suou o dia todo no serviço e pegou busão lotado para voltar para casa. Ele me pediu um dinheiro para por gasolina em seu carro, pois sua esposa estava na maternidade tendo o seu bebê prematuro de 7 meses, ele realmente passou sinceridade, pois quem me conhece sabe como eu sou com dinheiro… rs… Pior que o tio patinhas… kkkkkkkkkk Ele falou que sua esposa havia saído de casa e levado seu cartão e seu carro estava na garagem da casa dele sem nenhuma gota de gasolina, ele me mostrou a carteira do convênio Porto Seguro, seu crachá do prédio onde trabalhava de porteiro. Para testa-lo ofereci cinquenta reais, para ver a que ponto chegaria a sua ganância, caso fosse uma farsa (que não me pareceu em momento algum), ele respondeu sincero “- A maternidade é na Av. Paulista, acho que trinta reais dá para ir e voltar de boa, dai amanhã nesse mesmo horário eu te devolvo” Ele me agradeceu horrores, falou que estava envergonhado de ter que pedir dinheiro emprestado, mais realmente era uma emergência e tal. Emprestei ciente que se fosse uma farsa, aprenderia uma lição barata (30R$) e se ele devolve-se o dinheiro, aprenderia uma lição MUITO valiosa, que pessoas honestas não são tão raras assim no local onde eu moro… hoje é segunda feira e eu aprendi uma lição barata.

Me entristece contar isso para vocês, mas é um modo de aliviar esse sentimento que estou sentindo. O cara teve a manha de usar um bebê prematuro para ganhar trinta reais?! Chega a me dar raiva. O bebê pode até existir, ou não, o ponto é o valor do caráter de alguém, como pode valer apenas 30 R$. 

Se pudesse voltar no tempo, creio que novamente emprestaria o dinheiro, não por querer ser o caridoso nem nada, até porque não sou muito de caridade não… mas isso é assunto para outro post, mas o ato que eu tive, foi um ato de esperança, esperar que realmente fosse verdade, esperar que realmente eu havia ajudado um pai a ver seu filho prematuro, ajudar uma família a se reunir, sei lá… acho que depois que tornei-me pai, amoleci (no bom sentido…rs).

Minha esperança foi abalada? Sim, porém, continuo acreditando que não é nesse mundo que eu quero que meu filho viva, por isso farei dele um homem digno, para que seus filhos, talvez, vivam num mundo melhor.

Para ilustrar meu texto, segue esse vídeo bem bacana!

14 comentários em “As pequenas coisas da vida

  1. Mano, infelizmente o ser humano é o único animal que tem a capacidade de desviar o caráter. A gente está lidando com coisas desse tipo constantemente sem nem perceber. Mas por quê a gente costuma cair? Simples. Do contrário desse tipo de gente, nosso caráter é inalterado e, como diz o Jorge, temos uma alma boa.

    É chato e irritante passar por esse tipo de coisa, mas preciso dizer que não será a primeira vez…

    Se quiser me emprestar qualquer $50,00 tamo aí… hehehehehe

    1. 50 R$? Cretino! kkkkkkkkkkkkkk

      Como uma profa. minha dizia, se nem nós mesmo nos conhecemos, quiça conhecer o próximo… Mas temos que fazer o bem né, sem olhar quem, mas na próxima, vou no posto, compro a gasosa, vou até o carro e faço o cara por no tanque e ir para Paulista kkkkkkkkkkkkkkk

      Abs e vlw a visita e comentário.

  2. Ontem eu vi uma foto onde uma americana, nos anos 50, vendia seus filhos. Meu, se alguém pode vender seus filhos imagine usar a desculpa para obter dinheiro. Aqui no trabalho, quando alguém adoece, o edifício todo se mobiliza para fazer uma vaquinha e ajudar. Tipo, gente que necessita dinheiro para bancar o hospital… Uma vez, uma mina disse que necessitava de dinheiro para um familiar direto que estava no hospital. Meu, o edifício levantou uns R$ 15.000 (quinze mil reais). Beleza.. Passou um tempo, soubemos que ela usou o dinheiro para pagar sua lua de mel, e o parente doente era mentira. A partir desse dia, ajudamos, mas somente com algum documento…. Abs

  3. Bruno, acho que filhos nos fazem mais sensíveis e ele usou isso a favor dele, óbvio…eu tb ando endurecida, mas, confesso que quando falam que é algo relacionado à criança, eu amoleço…acho que vc fez certíssimo, seguiu seu coração e é isso que importa…li, dia desses, uma frase de Dalai Lama mais ou menos assim: ética (ou caráter) é como água e religião é como chá…o chá é composto de água mas também de outras coisas que o tornam muito agradável e desejado. Entretanto, podemos vivem sem chá, mas jamais sem água…é isso…mantenha sua ética!

    1. Linda frase Myriam, obrigado pelo apoio. Não me arrependo do que fiz, só espero que se realmente existir “uma filha prematura” que ela esteja bem e com saúde, mas que seja mais digna do que o pai… kkkkkkkkkk Bjss. Vlw pela visita e comentário!

  4. Cara, eu passo por uma dessas, mas mais ou menos como você mesmo disse, o ato que fiz foi pelo que acreditei. Se foi ou não o ocorrido, poxa… pena. As vezes o cara estava tão zoado que nem lembra de quem pediu, ou a paternidade o arrebatou e ele está em outro mundo…

    A questão maior é que a gentileza realmente não pode parar, não devem ser as decepções dos que estão errado que façam os atos certos serem extintos. Isso sim seria uma inversão de valores.

    Continue ajudando, e se acertar uma em cinquenta, já terá valido a pena. :)

  5. Fala parceiro. Parabéns pelo Blog novo… estive tão atrapalhado com tantas coisas que só agora voltei a visitá-lo.

    Então, deixa eu te contar uma. Dia destes fui com meu pequeno em uma farmácia, enquanto tirava meu filho da cadeirinha notei um senhor que chegou em uma bicicleta, desceu e ficou observando as pessoas com um olhar meio perdido, sem saber o que fazer. Fiz o que tinha que fazer no estabelecimento e na saída ele perguntou se eu não poderia lhe dar R$ 2,00 para completar o dinheiro do remédio. Dei-lhe R$ 5,00 e ele entrou lá, enquanto colocava meu filhote novamente no assento. Ele saiu sem comprar nada e depois de ter conversado algum tempo com a atendente. Suspeitei que talvez o dinheiro tivesse sido pouco, peguei meu cartão e fui em sua direção pra pagar a conta, não importando naquela altura o valor. Ele me disse que o problema é que não aplicavam a injeção pra dor que ele estava sentindo na perna direita, mas que procuraria outra farmácia. Até agora não sei se foi de fato ou era estória, só sei que ajudei um necessitado de pleno coração, o que ele era de verdade a sua consciência dirá.

    1. Vlw Edu, já estava sentindo a sua falta msm nos comentários! Obrigado pelo elogio, ainda não esta do jeito que eu quero, mas já consegui deixar mais clean, já é um bom começo! E agora para acessar de celular ficou show!

      Voltando ao comentário, esse tipo de situação é desgastante né? Você ajudou, isso que te faz deitar na cama e dormir. Agora e quem realmente usa da boa fé dos outros, será que consegue deitar e dormir?! Enfim, espero nunca saber! O que importa é que quando fazemos, fazemos de coração.

      Grande abraço querido! E volte sempre!

  6. Rapaz, que situação em? Estava eu navegando pelos portais dos pais na internet e deparei-me com o seu. Parabéns pelos textos, são bem interessantes.
    Olha, pense que se você não desse o dinheiro com certeza seria pior. Imagina ir dormir pensando se o cara chegou ou não ao hospital? Ademais, se de fato ele tiver uma filha prematura, talvez ainda esteja sofrendo o desgaste da rotina de ir ao hospital, trabalhar, cuidar das coisas, daí provavelmente esqueceria de devolver o troco.
    Mas só o tempo dirá né? Quem sabe um dia você o vê bater na sua porta para devolver o dinheiro? Vai que passa pela rua e lembra?
    Abraço!

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