Viajar sem o pequeno

Mês passado viajamos e não levamos o Nico, foi uma viagem para realizar o sonho da minha esposa, a bendita Disney! A viajem foi lendária, maravilhosa e cheia de emoção, renovamos nossos votos de casamento, além de presenciar o pedido de casamento de um casal de amigos muito especial, foi realmente muito bom. Em nosso grupo, outro casal de amigos, não menos especiais, também optaram por não levar a pequena deles. Mas vamos ao tema central do post, levar ou não levar os pequenos, em uma viagem desse tipo?

A primeira vista é fácil julgar “Nossa, foram para a disney e não levaram o Nico, que egoísmo, falta de amor, que descaso com o pequeno e etc… ” porém, numa viajem de 16 dias, sendo que 2 desses dias são perdidos, pela chegada e retorno ao aeroporto, após cansativas 9h de vôo, e outros 10 dias são reservados aos principais parques de Orlando, já dificulta o julgamento primário sobre o egoísmo dos pais.

Além da cultura com as crianças ser TOTALMENTE diferente da nossa, no país do Tio Sam, fomos testemunhas de muita coisa que não aprovamos lá, como por exemplo, crianças após apenas 3~4h de parque, já exaustas, chorando repetidamente e muito queimadas do sol (que castiga MUITO em Orlando). A temperatura lá, lembra o litoral, porém sem a brisa do mar, apenas o bafo de calor e o asfalto insuportavelmente quente, para uma criança de 3 anos, creio que não seja o tipo de viagem ideal.

Voltamos a quase 15 dias e ainda não nos recuperamos totalmente do desgaste físico que sofremos lá, o mental esta 100% revigorado, mas para sedentários, do dia para a noite, acordar as 7h e ir dormir as 2h, andar de 15~18km por dia, e eu digo ANDAR mesmo, não de carro não, a pé, canelar nos parques o dia inteiro e esperar a queima de fogos que acontece entre 21~22h, depende do parque. Vimos tantas crianças chorando e pais estressados que nos demos conta, que fizemos a opção correta de não levar o Nico dessa vez, temos planos de voltar e fazer um passeio totalmente voltado para ele, visitar parques que nem passamos perto, por ser muito infantis e ter uma rotina MUITA mais tranquila, para a viagem ser prazerosa e não estressante para o Nico. 

Óbvio que deixamos ele com as pessoas que mais confiamos na Terra, os avós, paternos e maternos, ambos se organizaram para que Nico ficasse entre as duas casas da maneira mais tranquila possível, sem os avós, a opção de deixa-lo não seria viável. Obrigado vovôs e vovós! rsrsrs

Um ano antes da viagem, nós já começamos a deixar o Nico dormir na casa do avôs, um ou dois dias direto, uma espécie de treino homeopático, ele sempre chorava, mas para voltar para casa kkkkkk Ele voltou um pouco mal criado e mimado, preço que pagamos por deixar muito tempo com os avôs babões, mas já entrou na linha novamente… kkkkkkkk Falávamos com ele quase todos os dias via Skype, isso quando ele queria falar conosco e não estava ocupado “jogando jogueimê” com um dos tios, ou no “celulá jogando joguinho dos zumbie”, enfim, nossa viagem foi excelente e a interação do Nico com os avôs melhor ainda, ele ficou muito mais próximo dos dois avôs, foi sucesso total, por isso aconselho a não julgar a situação antes de saber o cenário todo, cada família tem um modo de agir e educar, não tem certo ou errado, o que tem são opções que funcionam para sua família ou não. Para a minha funcionou, mas a partir da próxima viagem, Nico já terá idade para viagens mais puxadas e entendimento para saber obedecer, quando é hora de dormir, comer, e descansar. 

Obrigado pela visita!

=D

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A fala e a educação

fala

Após se segundo aniversário, Nico está desenvolvendo rapidamente sua fala. Já até cantarola algumas músicas, dentre elas o “Cai cai balão” e o “Brilha, estrelinha brilha…” Que já estão me dando dor de cabeça de tanto ouvir kkkkkkkk

O menino não pode me ver quieto que já vem “Cai cai, papai…” ou com sua voz fininha e desafinada “Bida biiiiiiidaaa” só não aprendeu o estrelinha ainda kkkkkkkk É muito engraçado ele assistindo a desenhos educativos, ontem peguei ele falando “A, E, I, O, U” junto com o desenho. Mas ele adora mesmo são as músicas, meche a cabeça, faz movimentos lentos com as mãos, rodopia sem parar, um aspirante à dançarino. 

Tudo que explicamos para ele é entendido, porém, muitas vezes é acompanhado pelo “humm”: Nico sai daí. Hum? Nico sai daí filho. Hum? Nicolas sai daí agora! Hum?! Bidaaa bidaaaaa papai? kkkkkkkkkkk  ¬¬

Optamos(sim, pq tem gente que educa na paulada msm…rs) por educá-lo sem violência física, vez ou outra rola um tapinha na mão, mas não mais que isso. Ele tem uma “poltrona do pensamento”. Quando faz algo errado, pela segunda ou terceira vez, ele vai para a “poltrona do pensamento” e fica lá por 1~5 min sem brinquedos, quando ele fica de saco cheio do castigo, coisa de 1~2 min depois, ele começa a nos chamar e tenta nos “ganhar”, não entendeu!? Exemplo: Naty o coloca de castigo, daí ele me chama “papai, óh a mamãe óh” e o contrário quando eu o coloco. Ele é bem ligeiro, mas nós (ainda) somos mais. Temos bem fechado a nossa maneira de educá-lo, não nos contradizemos e sempre conversamos longe dele sobre o assunto.

Até o momento a poltrona esta funcionando, quando pela segunda vez ele joga a água no chão da sala com caneca nós perguntamos “Nico você que ficar de castigo?” de imediato ele respondo “não não” e balança a cabecinha safada dele! rs

A cada dia que passa ele aprende novas palavras, novos meios de comunicação e se aproxima da nossa linguagem. Sinto-me feliz e ao mesmo tempo triste, ser pai também é confuso! Pois quanto mais ele se desenvolve, mais ele se afasta da inocência que o faz tão puro e se aproxima de nós adultos.

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As pequenas coisas da vida

Pequenos atos, podem e fazem uma enorme diferença em nosso dia a dia. Um “- Bom dia” seguido de um sorriso sincero, um olhar complacente à alguma boa ação, um “- Saúde” após um espirro de um desconhecido, entre outras pequenas atitudes que podem mudar o rumo do seu dia. Imagine você vivendo em um mundo sem “gentileza”, não por um dia, ou por uma semana, mas por anos. Um lugar onde ao menor deslize gentil, fosse encarado como algo desprezível. Daí você pára de ler o texto e se pergunta “Mas que merda de cogumelo o Bruno (autor do blog) comeu!?” – Nenhum. Apenas acordei com essa sensação de que a cada dia que passa, estamos menos gentis com o próximo e nem sempre a culpa disso é nossa.

Quinta feira passada, um rapaz veio no meu portão enquanto eu pagava o motoqueiro que trazia a “janta”, pizza. O rapaz tinha uma idade média de uns 30~40 anos. Uniforme de trabalho, cabelo bagunçado como qualquer pessoa que suou o dia todo no serviço e pegou busão lotado para voltar para casa. Ele me pediu um dinheiro para por gasolina em seu carro, pois sua esposa estava na maternidade tendo o seu bebê prematuro de 7 meses, ele realmente passou sinceridade, pois quem me conhece sabe como eu sou com dinheiro… rs… Pior que o tio patinhas… kkkkkkkkkk Ele falou que sua esposa havia saído de casa e levado seu cartão e seu carro estava na garagem da casa dele sem nenhuma gota de gasolina, ele me mostrou a carteira do convênio Porto Seguro, seu crachá do prédio onde trabalhava de porteiro. Para testa-lo ofereci cinquenta reais, para ver a que ponto chegaria a sua ganância, caso fosse uma farsa (que não me pareceu em momento algum), ele respondeu sincero “- A maternidade é na Av. Paulista, acho que trinta reais dá para ir e voltar de boa, dai amanhã nesse mesmo horário eu te devolvo” Ele me agradeceu horrores, falou que estava envergonhado de ter que pedir dinheiro emprestado, mais realmente era uma emergência e tal. Emprestei ciente que se fosse uma farsa, aprenderia uma lição barata (30R$) e se ele devolve-se o dinheiro, aprenderia uma lição MUITO valiosa, que pessoas honestas não são tão raras assim no local onde eu moro… hoje é segunda feira e eu aprendi uma lição barata.

Me entristece contar isso para vocês, mas é um modo de aliviar esse sentimento que estou sentindo. O cara teve a manha de usar um bebê prematuro para ganhar trinta reais?! Chega a me dar raiva. O bebê pode até existir, ou não, o ponto é o valor do caráter de alguém, como pode valer apenas 30 R$. 

Se pudesse voltar no tempo, creio que novamente emprestaria o dinheiro, não por querer ser o caridoso nem nada, até porque não sou muito de caridade não… mas isso é assunto para outro post, mas o ato que eu tive, foi um ato de esperança, esperar que realmente fosse verdade, esperar que realmente eu havia ajudado um pai a ver seu filho prematuro, ajudar uma família a se reunir, sei lá… acho que depois que tornei-me pai, amoleci (no bom sentido…rs).

Minha esperança foi abalada? Sim, porém, continuo acreditando que não é nesse mundo que eu quero que meu filho viva, por isso farei dele um homem digno, para que seus filhos, talvez, vivam num mundo melhor.

Para ilustrar meu texto, segue esse vídeo bem bacana!

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Leia para o seu bebê

Nico adora livro, seja para “ler”, apreciar os desenhos, coçar a gengiva, ou comê-los. O mais importante é a sua interação desde pequeno com os livros. Lembro do episódio do Chaves que o Sr. Madruga fala “Chaves, se quiser chegar a ser alguém, que devore os livros!” em seguida, Chaves rasga uma página do livro e começa mastigá-la. Nico tem livro para banheira, livro de histórias, uma coleção de livros + DVD, livros de palavras e cores, além das revistas e papéis que ele consegue pegar em cima da mesa ou das estantes.

Saímos com os padrinhos do Nico para tomar um milkshake, passamos em frente uma loja de brinquedos e a madrinha disse que compraria o que ele quisesse na loja… “Release the Kraken”, ou seja, soltamos o Nico na loja, frenético, acho que ele amou tanto a liberdade de poder andar numa loja de brinquedos, que ele queria tudo e ao mesmo tempo nada, pois sua atenção não ficava mais de dez segundos em uma única coisa. Para a sorte da madrinha rsrs, decidimos dar um livro para ele, já que nem se juntasse o limite de todos os nossos cartões, não daria para comprar tudo que o Nico havia gostado na loja. Que por sinal fez um escândalo digno de Oscar para sair da loja. Se ele e o Leonardo DiCaprio estivessem na disputa, acho que o Léo continuaria na fila. rsrs.

Fomos para uma livraria alguns andares abaixo, havia algumas crianças (6~8 anos) escolhendo livros, Nico ficou mais interessado nas crianças brincando com os livros 3D do que com os livros de sua idade. A Madrinha dele adora quebra-cabeças e achou um bendito livro que era uma mistura. Nico amou o livro. Um porquinho estampava a capa do livro, que falava sobre animais da fazenda e os animais eram grandes peças de um quebra-cabeça. Ela também comprou um livro de palavras e imagens associativo, por exemplo, em páginas seguidas estavam as palavras e desenhos de uma escova de dente e do creme dental, o sol e a lua e assim por diante. 

Não deu tempo de chegarmos em casa e Nico já tinha mordido todo o porco da capa do livro, o menino já ama bacon, meu garoto!!! kkkkkkkkk

Para completar essa história, tenho que contextualizar que na porta de entrada da casa da minha mãe, tem esse enfeite:

 enfeite

E desde sempre, mostramos o sol para ele, sol, sol, sol… sol.

Quando o menino abriu o livro das palavras e viu na última página o sol, pronto, batizou o livro de “sol”. Quando queremos brincar com ele e o livro, já pedimos para ele ir pegar o livro do sol, ou apenas SOL (para os íntimos) e ele vai todo bonitinho pegar o livro. Já o outro livro, não poderia ser outro nome senão Porco, ou como ele diz, Pôco!

Fica a minha experiência e minha sugestão, está na dúvida do que comprar para seu filho, neto, afilhado, sobrinho e etc?! Compre um livro!

E os seus pequenos, também gostam de “ler”? Comenta aí!

 

Bjss

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Você conhece um bebê musical?

Sim, eu tenho um bebê musical em casa! Vai gostar de música assim lá longe!

Nico não pode ouvir uma música que já mexe o esqueletinho. Ele já começa a possuir seus próprios gostos. Creio que desde a barriga da mãe, a música já é algo que acontece. Os órgãos da mamãe trabalhando a mil por hora, vozes abafadas, estampidos e etc. Uma grande música sem contexto, mas que hora acalma e hora aborrece o bebê. Dizem que a música ajuda o bebê a desenvolver partes do cérebro mais cedo, aguça a criatividade e etc. Mas não é por isso que você vai colocar o fone no seu bebê e torcer para ele virar o Mozart, bom senso né! Deixe o bebê ouvir o que lhe interessa, mas sem exageros. Como minha mãe sempre diz, tudo que é demais, sobra! 

Nico é eclético musicalmente. Já curtiu e dançou hits de Galinha Pintadinha, Mickey e Cocoricó, e algumas músicas peculiares, para não dizer toscas:

Já é sensação          –           A lelek lek lek          –           Show das Poderosas

Se somar as séries que Naty e eu assistimos (ou assistíamos antes do Nico…rs), chegamos na marca de umas 10-15 séries, entre as nossas favoritas, Nico adora algumas aberturas:

Série 4400 e Breaking Bad

Antes de julgar o gosto musical de um bebê… lembre-se desse episódio de >  Friends < 

É muito curioso como qualquer música chama a atenção do Nico. Se ele esta brincando e um jingle, alguma trilha sonora de filme ou comercial de tv chama sua atenção, ele larga o brinquedo, dança (ou balança) e depois, quando o som termina, ele volta a brincar.

Ele também adora livros musicais, sabe aqueles de apertar botões e sai o som dos bichos, ou toca alguma música? Então esse daí.

Naty e eu rimos muito com essas pequenas pausas para dança. Vou começar a tocar violão perto dele, para ver se a aptidão musical cresça e amadureça com um MPB, um Rockezinho e etc… porque de pop, funk e trash music eu já estou cheio! kkkkkkkkkkkk

 

E você, conhece algum bebê musical?

Comente aí! E compartilha se curtiu o post!

 

Bjss

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Manha, não foi deus que inventou!

Sério minha gente, não foi deus que fez a manha! Isso é coisa do cramulhão/satangôs/inimigo kkkkkkkk

Como pode uma criança de 1 ano e quase meio, ser tão manhoso?

É manha para trocar fralda, manha para dormir, manha para comer, manha para brincar e manha só para fazer manha mesmo!

Se trocar fralda fosse um game, atualmente, nós estamos jogando nível HARD > EPIC… Nico parece uma minhoca. Escorrega daqui, puxa braço, segura perna, tenta arrancar a fralda cheia de cocô, brinquedo algum faz ele ficar quieto no trocador. E quando somos mais firmes com ele, pronto… THE MANHA NEVER ENDS.

Eu sei que os bebês aprendem fácil as coisas, seus cérebros são esponjas sugadoras de conhecimento, mas como ele aprendeu a se jogar no chão chorando? Eu nunca fiz isso (na frente dele kkkkkkkkkkk). Quando esta no colo e é contrariado, parece um golfinho se jogando para trás, na confiança de que vamos segura-lo.

A manha possui outros significados, como por exemplo a “manha do gato“, ou seja, destreza, jeito desenvolto, pode também ser sinônimo de malícia, esperteza, macete e etc. Entre todos esses significados para o signo MANHA, o que mais me chama atenção é a esperteza, como eles aprendem que com manha é capaz de se conseguir TUDO, ou quase tudo?! Eu sou vacinado contra a manha, mas, as vezes, nem eu aguento.

Fala a verdade, você também já fez manha, eu ainda faço até hoje… não tenho mais a minha mãe em casa, para me mimar quando estou com gripe, o menor sinal de um resfriado já era garantia de bajulação kkkkkkkkkk Agora tenho minha esposa, que já é vacinada contra as minhas manhas, mas, as vezes funciona! Eu entendo que é uma fase do desenvolvimento e tal, que o bebê ainda não fala então ele tem que chorar todas as vezes que é contrariado e tal, mas que enche o saco, enche! Sério… as vezes dá vontade de dar uns sacodes no Nico, uns pedalas, mas aí eu paro, penso e não faço. Sei que qualquer hora, um tapa ou outro eu vou acabar dando nele, mas, acredito que ainda é cedo. Creio que se eu bater nele, estarei mais saciando a minha vontade de descontar a manha dele e aliviando meu stress, do que ensinando algo para ele. MAS QUE DÁ VONTADE, OHHH SE DÁ… kkkkkkkkkkk

Não, não foi deus quem criou a manha… foi o dimbas!

 

E vocês? Como lidam com a manha dos pimpolhos?

 

Bjss e até mais!

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O TCC terminou, o blog não!

Galera,

 

É com alegria que informo que mais um “filho” meu nasceu! Não estou falando do irmão do Nico não, esse ainda é apenas um plano futuro. Falo sobre meu trabalho de conclusão da pós graduação. Agora terei mais tempo para me dedicar ao blog.

Conto com a colaboração de todos vocês, com críticas construtivas, sugestões e curtidas e compartilhadas.

Estou voltando a pensar em um podcast, ou videolog… em breve mais notícias., reviews e posts.

 

Por hora é isso. Feliz por estar  de volta.

 

 

=D

 

Abraços

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Não! Tchau! Acabou…

Não! Tchau! Acabou…

Essas são as três palavras que o Nico não gosta de ouvir. E quem gosta? rs

Quando ele tenta pegar o óculos do meu rosto, falo com veemência “NÃO!” e ao menor sinal de desgosto, ele já faz aquele bicão, seguido pelo choro ou choramingo, depende do humor do bendito Nico.

É engraçado pensar que na verdade, ninguém gosta de ouvir um sonoro “NÃO!”. Deixando de lado um pouco de orgulho e bom samaritanismo, sabemos que lá no fundo o “não” nos corta, nos fere narcisicamente, machuca nosso EU. “Quem é você para me dizer NÃO!?” Já ouviram essa frase? Trocando em miúdos, quando você demanda alguma coisa e alguém te fala “Não!” você se sente castrado, diminuído e percebe que o mundo não é apenas o seu EU, existem vários outros EUs por ai, tão narcísicos quanto você.

Sendo assim, podemos concluir que o “NÃO!” não deve ser dito para seu filho(a), correto? NÃO! Pelo contrário, o “NÃO” assim como o “SIM”, devem ser utilizados de maneira consciente, ensinando ao seu bebê como se portar socialmente, impondo limites, pois seu filho(a) assim como você é um “bicho social” e é a cultura que nos diferencia dos outros bichos.É mais fácil ele aprender a lidar com o “NÃO!” desde cedo, em casa e com afeto, do que aprender do jeito HARD na vida a fora. Já fiz um post aqui no blog, sobre A TURMA DO EU ME ACHO, que tem um pouco haver com este assunto, se quiser ler é só clicar aqui. Se você não tiver medo de refletir, verá que até para nós, adultos, é difícil ouvir um “não” na grande maioria das vezes, podemos colocar vários obstáculos na frente para não enxergar, mas a cada “Não!” que ouvimos e falamos nós crescemos. Qualquer dia faço um post mais elaborado sobre o “NÃO, e a dificuldade de ouvi-lo e dizê-lo”.

Tchau! O que é o tchau, adeus, até logo… despedida. Um indício de perda. O rastro de algo que partiu. E quem gosta de perder? Seja alguém amado ou no “par ou impar”? Já ouvi por ai “é bom a criança ter cachorro desde pequena, para quando o cão morrer, a criança aprender a lidar a perda do bichinho”, penso um pouco diferente, creio que no dia a dia, podemos ensinar o bebê a lidar com esse sentimento, a perda(no sentido mais interior da palavra, a morte) é algo inevitável na vida de todos nós, e não será diferente com o seu bebê, não há necessidade de morrer um cachorro ou gato, para ele aprender a lidar com o luto, consequentemente com a perda. Creio que com pequenas ações podemos “facilitar” essa lição de vida. O pai vai na padaria, dá um tchau para o bebê, a mãe vai trabalhar abane a mão e diga tchau para o seu bebê, visitas, padrinhos, avôs e etc… evitem sair escondidos de casa na hora de ir embora, dê tchau para o bebê, mostre que você veio, porém teve que partir e assim aos poucos, ele entenderá que vocês foram embora, porém voltarão, mesmo que este voltar seja ilusório(até para nós). O bebê se sentirá frustrado naquele momento? Sim, mas em passos de formiga, aprenderá a lidar com a perda, a frustração, a ansiedade, o luto, a sinceridade e etc.

Após todas as refeições do Nico, eu digo “acaboooooou”, antigamente, ele quase sempre chorava, hoje em dia ele continua chorando kkkkkkkkkk, mas é um choro de quero mais, mesmo sem fome, um choro de saudade do alimento que ainda não comeu. Acabar corresponde à um chegar ao fim de alguma coisa, não é necessariamente negativo, acabar uma lição de casa significa que a sua tarefa acabou, e você pode ir jogar vídeo game, quando o pudim de leite condensado acaba, significa que ele chegou ao fim, dando espaço à outra sobremesa. Quando algo acaba, significa que chegou ao fim, e conheço muita gente que tem dificuldade de chegar ao fim de seus objetivos, metas e sonhos, quero que através de pequenas metas, Nico saiba que o ato terminar algo não deve ser visto como algo negativo, pois viver é muito mais do que preto no branco, muito mais que ruim ou bom, certo ou errado… Estou educando um ser pensante e para isso é necessário aprender a lidar com a parte difícil de viver, o Não, o tchau e o acabou! 

Não tenha uma visão errada de mim, pelo modo que eu educo meu filho, creio que você que esta lendo esse texto deve estar me achando um escroto, ditador e etc(escrevi “foda-se”, mas apaguei, só estou dizendo isso aqui, justamente para mostrar que eu não sou perfeito, muito menos dono da verdade) não é bem assim, eu estou tentando educar o Nico da maneira correta(para mim e não para toda a sociedade, vários EUs, lembra? rs ), assim como meus pais me educaram da maneira correta(para eles) e assim por diante, das coisas que tento(veja bem TENTO) ensinar para o Nico, ai estão os pontos mais complicados a serem discutidos. Imagine a educação como uma salada, cheia de temperos e condimentos, uns preferem mais sal do que outros, outros preferem mais pimenta e assim por diante, tudo isso dito acima misturado com afeto, atenção, cuidados, boa alimentação, asseio e amor, muito amor, brincadeiras, estímulos sociais e etc… pode ter certeza que dessa salada eu partilharei!

Deixo claro que esta é a minha opinião sobre esses temas,  não sou médico, psicólogo e muito menos a voz da verdade, sou apenas um pai tentando não errar muito. Cabe a você, refletir meu ponto de vista e concordar ou não. Os comentários estão sempre abertos para discussões sadias.

PS. Usei pudim e salada como exemplos, acho que estou com fome, vou almoçar… bom apetite! rsrs

 

Bjss e até breve! Sem choro hein! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

=P

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O necessário

“Eu digo necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz”

Mogli

A enfermeira e tia Bia é a responsável pelas vacinas do Nico. Ela sempre fez questão de aplicar cada uma delas, mas já deixou claro que a partir dos 6 meses de idade não faria mais essa “maldade” com o Nico “tenho medo de que quando ele me veja, já me associe com picada de injeção!” hahahaha. Nunca fui muito a favor de vacinas(as mães pira), mas, nem por isso, deixo de dar as vacinas do Nico em dia. Eu já sou marmanjo, tenho 26 anos e ainda estou vivo, mesmo sem vacinas, isso é história para um outro post.

Nico é fortinho para vacina, nunca teve reação(febre, vomito e etc), mas por precaução, em dia de vacina, ele dorme conosco na cama, para facilitar tirar a temperatura na madruga… Na semana pós vacina, Nico fica manhoooooso, faz biquinho de choro, é engraçado quando aprendemos(pela convivência) a detectar o tipo de choro do bebê, de manha, de fome, dor ou cólica(um tipo FILHODAPUTA de choro), sono e etc… é realmente uma linguagem a parte.

Para quem esta de fora, na platéia(amigos, familiares e etc) choro = choro, mas, para quem vive junto choro = N’ alternativas. Já ouvi muito “ele tá com fome, certeza!” o moleque acabou de mamar, “não é cólica não?” ele já tem 5 meses, cólica é coisa rara agora, “acho que é o ouvidinho” você pega ele no colo e o choro “milagrosamente” pára… Quem já teve mais de um filho, sabe que mesmo gêmeos são diferentes, eu só tive um(ainda) mas convivi com outros bebês MUITO diferentes. “No atacado e no varejo dos bebês”, a coisa muda muito hahaha.

Fico curioso a cada mudança comportamental do Nico. Ele já esta começando a atender(virar a cabeça) quando ouve seu nome, mas, dependendo do humor(sim, ele já tem algo parecido com humor…rs…) ele não dá a mínima. Naty luta 2 guerras por dia, dar de mamar e trocar a blusa dele. Para essas duas ações a paciência dele é curtíssima, diminui o fluxo do leite, já abre o berreiro, fica virando os braços, tenta levantar do colo… sim LEVANTAR DO COLO, no melhor estilo  “fuck that shit!”. Após o banho(ele adora banho), fralda CHECK, calça/bermuda CHECK, meias CHECK, colocar blusa = transformação em Hulk Mirim.

Dormir no berço em um horário aceitável(antes das 22h) é a minha guerra diária, como trabalho fora, tenho pouco tempo com o Nico, então faço questão de 2 coisas, dar banho nele e coloca-lo para dormir, é o nosso tempo juntos. Mas a cada dia na “guerra do sono” tenho que mudar de estratégia, para conseguir vencer, ainda estamos longe das 22h, mas, um dia eu chego lá… r. Já demorei cerca de 2h para coloca-lo para dormir e ele dormir apenas 30 minutos, o reloginho biológico dele, deve estar no horário do Japão… só isso explica… rs

Posso continuar aqui dando exemplos de ações e escolhas necessárias(pelo menos eu penso que sim), que tomo no dia a dia, para o bem estar e educação do Nico. E por que raios você disse tudo isso Bruno? Cadê o começo meio e fim dessa p%$@ de post. Simples! Como pai, faço coisas, no dia a dia, que pode causar dor ou “dor”, porém, são necessárias para os pequenos. Chorou quando mamou? Então tira o leite e dá fórmula? Lógico que não, seja paciente e tente dar mais leite. Ele não gosta de vestir a camisa, blusa ou camiseta? Deixa pelado? Não, coloca mesmo que contrariando o bebê, para evitar uma gripe ou algo pior, se ele chorar, acalme-o. São ações necessárias, seja para nós, pais, ou seja para eles, filhos. E as coisas continuarão assim para sempre, só mudarão as ações e os chiliques… rs

Eu tive noção disso ontem, quando após o banho Nicolas chorou MUITO para ser trocado, berrava, gritava, batia braços, estava igual a música “ah que isso, elas estão descontroladas…” dai perguntei para Naty, quando será que isso acaba e ele entenderá que o que estamos fazendo é necessário… ela me respondeu de uma maneira bem maternal, nunca!

Só devemos(e incluo vocês, pais e mães, nessa também!) tomar cuidado para não engolir as escolhas, opções e subjetividade de nossos bebês, transformando eles em extensões de nosso eu, isso seria trágico, para não dizer triste de diversas maneiras… Aprecie com moderação e parcimônia, igual a cerveja =P

(Quando tiver 10 anos Nico, favor reler este post, para evitar se frustrar por toda a sua adolescência e juventude… rs).

E vocês mães e pais de plantão, já se sentiram assim alguma vez? Comenta ai!

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A turma do “EU ME ACHO” – Reflexão

Há alguns dias li uma matéria da revista Época, compartilhada em meu facebook por um amigo da pós e um dos professores que admiro muito,  li o texto com atenção, e antes de iniciar este post, voltei a ler para clarear o que eu gostaria de discutir. Sugiro que você leia o texto completo aqui.

A matéria inicia explicando o que aconteceu numa formatura de uma das melhores escolas dos Estados Unidos, Wellesley High School. O professor que deveria exaltar os formandos, como de praxe, no modelo escolar americano, preferiu discursar algo mais provocante e porque não dizer, algo mais realista.

“Vocês não são especiais” disse o professor inglês David McCullough Jr.  nove vezes em treze minutos de discurso.

Nossa sociedade vive o tempo do nascisismo a flor da pele, quer exemplo melhor do que o facebook, twitter e instagran. Demandamos atenção a cada post, twett, foto ou compartilhamento feito nas redes sociais. No texto da Época, o  psicólogo Keith Campbell diz “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo” e consigo perceber que isso é muito verdade.

Posso usar como exemplo próprio, meu filhos nasceu em 20/06/2012, tem familiares meus que ainda não o conhecem, amigos próximos que nem sequer lembram que ele já nasceu, as vezes isso me incomoda, mas deve incomodar o meu EU, pois o Nico tá pouco se fod**** para isso…rs… Eu tenho a lucidez de parar e pensar “o Nico é MEU filho, não de um amigo ou parente, ele é importante para mim e não deve ser regra para os outros”.

Cobrar atenção para o meu filho, de pessoas que tem suas vidas, desejos, objetivos diferentes, rotinas e etc, chega a ser infantil da minha parte. Me policio sempre para evitar que o meu narcisismo ferido, seja um problema para mim. Mas partindo desse ponto, porque será que eu consigo(as vezes hahaha) controlar esse tipo de sentimento? Por que existem pessoas que se acham(e até apostariam alto nisso) que estão um patamar acima do restante?

  • “Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.”

 A má educação em casa prejudica ainda mais o desenvolvimento desses jovens “cheios de si” no mundo real, o conhecido lugar que “você chora e a sua mãe não vê”. Minha mãe diz que devemos criar os filhos para o mundo, estou começando a entender o que ela tentou(ou não) dizer.

  • “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”

 Não me entendam mal, não estou dizendo que você não deve dar carinho, chamego e atenção para seu filho(a), pelo contrário, a base para um futuro sujeito decente é uma boa infância, mais deve-se impor limites, creio que essa palavra LIMITE, resume os cuidados que devemos tomar para educar nossos filhos.

Por pior(ou melhor) que seja, temos que aprender a dizer e mantér que NÃO É NÃO. A base deve ser de confiança, respeito e amor. Ontem a minha professora da pós, disse uma frase que achei genial(+/- assim) “Lidar com a frustação é mais fácil do que lidar com o sucesso”, penso que deve ser mais fácil, pois a frustração se mantém sozinha, já o sucesso sobrecarrega o sujeito e fora a responsabilidade narcísica de “perder o que se conquistou, o que lhe é de direito”.

  • “Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”

Pais negligentes ou parentais? Qual seu estilo de educação? Você ajuda a criança lidar com as situações de frustação, explica os motivos de impor limites a determinados pedidos ou opta por deixa a culpa de trabalhar fora a semana inteira te dominar, o medo de ser o pai repressor, e realiza todos os desejos do pimpolho como se fosse o gênio da lampada mágica, não aguenta ouvir um choro manhoso que já cede aos desejos do “pequeno terrorista”. Educar realmente é difícil, mas é algo que não devemos delegar, mãos a obra que ainda podemos mudar a maneira de lidar com nosso pequenos.

Mas o outro lado da moeda também existe, a psicóloga britânica Judith Harris diz que “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”.

O receio bate a porta e quer entrar, mas creio que com bom senso, afeto, carinho e crítica pessoal, farei um bom trabalho… e se não fizer, não tem problema, vou para o lado da genética e digo que a culpa são dos meus genes!

 

=D

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