Somos grande?

Quem acompanha o blog a algum tempo, sabe que sou meio “cabreiro” com feriados (comerciais), e o dia dos pais é um desses feriados vendidos, com um pano de fundo nobre, mas manchado pelo consumo, na minha opinião, é claro!

Enfim, hoje é segunda feira, e para continua sendo o dia dos pais, mães, índios, árvores e etc… o mundo continua girando e em alguns lugares desse mesmo planeta, nem foi dia dos pais! kkkkkkkkk mas a paternidade e maternidade são universais e seu legado incomparável.

Ontem vi um episódio da “nova” série Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo com o Astrofísico Neil deGrasse Tyson. No primeiro episódio ele fala sobre o nosso endereço cósmico, ou seja, em qual momento do tempo e espaço nos estaríamos localizados se o universo, desde a sua criação até a leitura deste post, fosse colocado em um calendário, do tipo que conhecemos hoje. Sendo 1º de Janeiro o Big Bang. Sabe onde a raça humana estaria localiza? 31 de Dezembro Hora 22.30.00 PASMEM! E eu não estou falando de humano que usam celular e navegam na internet, estes estão localizados no último segundo do ano novo…

Vale a pena assistir essa série, tanto a nova quanto a antiga, do Carl Sagan.

A civilização “em menos de 2 segundos” conseguiu modificar o planeta, criar cultura e viver em sociedade. E creio que a família foi a base primordial desse desenvolvimento. Por isso valorize a sua família, mesmo que ela seja “torta”, todos temos defeitos, o que temos que aprender é a conviver com as diferenças.

Ver essa série me mostrou o quanto somos pequenos em comparação com o universo, vivemos num planeta entre trilhões de outros. É lindo e ao mesmo tempo esmagadoramente angustiante. Por isso a cada dia vivo mais a minha vida e menos a dos outros, foco mais nos meus sonhos e anseios e menos nos problemas que persistem em nos perseguir.

Sol

Uma excelente semana à todos.

 

 

Trilha do post

 
Bjs

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A vida se vai, o amor permanece!

Hoje fui linkado por um amigo no vídeo abaixo. Trata-se de um homem, com idade aproximada a minha, com uma linda filha de sete meses. O vídeo é “simplesmente” uma despedida. Nick (o pai) esta com câncer terminal. Vejo o vídeo, seque as lágrimas e continue lendo o post.

Chega a ser trágico, como nos apegamos as coisas pequenas, problemas pequenos, intrigas minúsculas. Somos egoístas por natureza? Ou somos contaminados pela sociedade e cultura em que vivemos? São perguntas que eu não sei responder, pois não é a minha área de estudo, mas são perguntas que gostaria de ter a resposta.

Esse vídeo me fez pensar o que realmente vale a pena na vida… viver!

Parece um clichê e pode até ser, mas muitas vezes, perdemos um tempo precioso brigando com familiares, pais, mães e filhos(as), esse tempo NUNCA mais vamos recuperar, pois o tempo é implacável e impiedoso. Você acha que estou sendo dramático demais? Fala isso para o homem do vídeo acima, que não verá nem o aniversário de 1 ano da sua única filha, não verá sua apresentação na escola, não participará de nenhuma reunião de pais e mestres, muito menos fará cara de mal quando o primeiro namorado da sua filha, bater na porta da sua casa. Vamos aproveitar o tempo que temos com quem amamos. Pois quando partimos dessa para uma melhor(ou não) só o amor permanece.

Despedida
No vídeo a esposa pergunta se ele pudesse resumir o que sente em apenas uma palavra, qual seria? Ele vai e me responde ABENÇOADO!
putaquepariu! Suor escorre dos olhos… rs 

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Foda-se “O Dia das Mães”

Calma, calma… antes de deletar meu blog dos favoritos, me xingar no twitter ou descurtir minha fan page, deixe-me esclarecer o título do post.

ODEIO datas comemorativas comerciais! Dia das mães/pais/crianças/namorados/etc… Dar um bom presente para sua mãe não significa que você ama a sua progenitora, pois na maioria das vezes você compra qualquer coisa que deu tempo ou que a grana permitiu. Sua mãe não quer apenas presente, ela quer você PRESENTE! Ligar para mãe, pai e etc, uma vez por ano não significa que você é grato por ter nascido, ou agradeça por sua educação e afeto recebido quando bebê e criança, ligar uma vez ao ano, coincidentemente na data comercial e comemorativa do dia X significa que você é egoísta. E presente nenhum no mundo irá mudar isso. Pague afeto com afeto.

Eu tenho a sorte de ter minha mãe viva e presente em minha vida. A mesma sorte que meu filho tem com a mãe dele, no caso, Naty, minha esposa. Mas para você que já perdeu sua mãe, nessa data lembre-se dela e dos bons momentos que passaram juntos. Lembrando que mãe não é apenas a que dá a luz, sua mãe pode ter sido sua avó, sua tia, uma desconhecida que por algum motivo achou que sua vida precisava de um brilho diferente e te adotou. Mãe, pai, criança, namorada e etc… devem ser lembrados diariamente. Óbvio que não temos tempo hábil para ligar e bater papo com a mãe, pai, os índios (pois também temos dia do índio… =P) mas pelo menos uma vez na semana é impossível não ter alguns minutos para dedicar à alguém que te dedicou a vida.

 

Sendo assim, foda-se o dia das mães e todas as outras datas comerciais. Dê presentes que te lembrem e seja especial para a pessoa presenteada, seja seu pai, mãe e etc… Não dê apenas por obrigação ou pior, por desencargo de consciência.  Lembre-se, afeto gera afeto.

Um excelente domingo para todos, e talvez hoje pode ser um bom dia para fazer uma ligação para alguém especial, seja mãe, pai, namorado(a), afilhado, filho(a)…

Bjss

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As pequenas coisas da vida

Pequenos atos, podem e fazem uma enorme diferença em nosso dia a dia. Um “- Bom dia” seguido de um sorriso sincero, um olhar complacente à alguma boa ação, um “- Saúde” após um espirro de um desconhecido, entre outras pequenas atitudes que podem mudar o rumo do seu dia. Imagine você vivendo em um mundo sem “gentileza”, não por um dia, ou por uma semana, mas por anos. Um lugar onde ao menor deslize gentil, fosse encarado como algo desprezível. Daí você pára de ler o texto e se pergunta “Mas que merda de cogumelo o Bruno (autor do blog) comeu!?” – Nenhum. Apenas acordei com essa sensação de que a cada dia que passa, estamos menos gentis com o próximo e nem sempre a culpa disso é nossa.

Quinta feira passada, um rapaz veio no meu portão enquanto eu pagava o motoqueiro que trazia a “janta”, pizza. O rapaz tinha uma idade média de uns 30~40 anos. Uniforme de trabalho, cabelo bagunçado como qualquer pessoa que suou o dia todo no serviço e pegou busão lotado para voltar para casa. Ele me pediu um dinheiro para por gasolina em seu carro, pois sua esposa estava na maternidade tendo o seu bebê prematuro de 7 meses, ele realmente passou sinceridade, pois quem me conhece sabe como eu sou com dinheiro… rs… Pior que o tio patinhas… kkkkkkkkkk Ele falou que sua esposa havia saído de casa e levado seu cartão e seu carro estava na garagem da casa dele sem nenhuma gota de gasolina, ele me mostrou a carteira do convênio Porto Seguro, seu crachá do prédio onde trabalhava de porteiro. Para testa-lo ofereci cinquenta reais, para ver a que ponto chegaria a sua ganância, caso fosse uma farsa (que não me pareceu em momento algum), ele respondeu sincero “- A maternidade é na Av. Paulista, acho que trinta reais dá para ir e voltar de boa, dai amanhã nesse mesmo horário eu te devolvo” Ele me agradeceu horrores, falou que estava envergonhado de ter que pedir dinheiro emprestado, mais realmente era uma emergência e tal. Emprestei ciente que se fosse uma farsa, aprenderia uma lição barata (30R$) e se ele devolve-se o dinheiro, aprenderia uma lição MUITO valiosa, que pessoas honestas não são tão raras assim no local onde eu moro… hoje é segunda feira e eu aprendi uma lição barata.

Me entristece contar isso para vocês, mas é um modo de aliviar esse sentimento que estou sentindo. O cara teve a manha de usar um bebê prematuro para ganhar trinta reais?! Chega a me dar raiva. O bebê pode até existir, ou não, o ponto é o valor do caráter de alguém, como pode valer apenas 30 R$. 

Se pudesse voltar no tempo, creio que novamente emprestaria o dinheiro, não por querer ser o caridoso nem nada, até porque não sou muito de caridade não… mas isso é assunto para outro post, mas o ato que eu tive, foi um ato de esperança, esperar que realmente fosse verdade, esperar que realmente eu havia ajudado um pai a ver seu filho prematuro, ajudar uma família a se reunir, sei lá… acho que depois que tornei-me pai, amoleci (no bom sentido…rs).

Minha esperança foi abalada? Sim, porém, continuo acreditando que não é nesse mundo que eu quero que meu filho viva, por isso farei dele um homem digno, para que seus filhos, talvez, vivam num mundo melhor.

Para ilustrar meu texto, segue esse vídeo bem bacana!

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Mudanças. Só os pais entenderão!

Tudo muda após o nascimento de um filho(a). Do momento da concepção, até a ciência da gravidez, todo o processo de gestação, parto e pós parto, processo de desenvolvimento (do bebê e dos pais), são ciclos marcantes na vida da família. Não acredito que depois desse turbilhão de novos sentimentos, podemos ver o mundo do mesmo modo. Algo íntimo deve acontecer, e quando digo íntimo, creio que seja tão profundo que nem nos damos conta, algo inconsciente. Ações que antes eram quase automáticas, hoje já não são mais praticadas, por exemplo, me sentia incomodado em comer fora e crianças ficarem olhando, apontando ou algo parecido, hoje isso é normal para mim, se vejo alguma criança olhando, pergunto aos pais se posso oferecer o que a criança esta interessada. Pode ser uma questão de educação também, talvez eu fosse de certa forma, mal educado, mas o importante é a mudança no agir

Detesto chegar atrasado em compromissos, acho uma falta de respeito(ainda acho) com a pessoa que te espera, porém, com um filho e morando em SP (trânsito), a vida é imprevisível! Acordar o Nico, trocá-lo, arrumar malas (sim, malas, uma de refeições e lanches e outra para fraldas e roupas), pegar a chupeta (que quase sempre esquecemos, dai temos que voltar para pegar), pegar algum brinquedo, não deixar ele se sujar até sairmos, não o deixar abraçar os gatos e ficar cheio de pêlo, isso tudo sem contar que antes precisamos estar arrumados, ambos, pai e mãe! Ou seja, tem que valer muito a pena sair de casa, porque dá um trabalho do caralho, MAASSSS nem todo mundo entende como algo que antes era simples, pode mudar e ficar complexo.

Um casal de amigos tiveram uma princesa linda a menos de 1 mês, conversando com o pai, me vi há um ano e pouco atrás, ele falou “Agora eu sei como é foda ficar acordado na madruga, dá nem pique de sair de casa e tal, hoje eu te entendo, não era exagero da sua parte!“. E realmente pensamos mesmo que é exagero na maioria das vezes, porém, temos que tentar enxergar além da nossa realidade, olhar para frente e para os lados, uma criança tem cólica, não dorme a noite toda, dá trabalho para comer papinha, se caga toda minutos antes de sair de casa, cai e bate a cabeça, mil e uma coisas acontecem quando temos a responsabilidade com um ser humano tão pequeno e tão inocente e indefeso.

nicoDeixamos de viver apenas por nós, de certo modo, também vivemos por ele e para ele. Quando um amigo(a) falar que não tá afim de sair porque esta cansado, não dormiu bem a semana por causa do bebê, ou por qualquer motivo que envolva a criança, não ache que é desculpa furada, pois na maioria das vezes não é! Não julgue “ai, depois que vocês tiveram bebê, vocês se afastaram, se distanciaram, não ligam mais para ninguém além do filho(a) de vocês!” Mais é lógico! Você não precisa acordar de 3h em 3h para dar mama, ou se for igual o Nico, você não precisa ficar acordado até o Jornal da Manhã, para ele pegar no sono.

Temos que pegar leve em nosso egocentrismo, rever se estamos ou não sendo egoístas, e eu me incluo, pois já fiz isso também, já fui esse péssimo amigo citado acima, mas hoje eu entendo e escrevo este post não para os pais e mães que costumam ler meu blog, mas para os amigos, parentes e conhecidos dessa galera aí, que rala sendo pais e mães de verdade. Não aponte o dedo, não julgue, faça o contrário, acompanhe, ajude, conforte, se faça presente! Agradeço a deus por ter pessoas assim do nosso lado, madrinha, padrinho, familiares e amigos. PS. Deus abençoe as mães de sono leve, porque pais de sono pesado é o que não falta!

Uma dica grátis, se seu casal de amigos está cansado, derrotado, com sono e não esta afim de sair de casa, junte-se a eles. Rachem uma pizza, peçam lanche,  joguem jogos de mímica, tabuleiro ou cartas. Enfim, faça da noite sem fim deles, uma noite especial, com bate papo agradável e risadas, porque diversão não existe apenas fora de casa, ela pode ser encontrada na presença de boa companhia, afeto e pizza! hahaha

Dia desses, marquei que pegaria a madrinha e padrinho do Nico as 15h. Buzinei na frente da casa deles as 14:58h. A madrinha saiu de chinelo e o padrinho nem banho tinha tomado e eu ainda levei a culpa “Ahhh não imaginamos que vocês chegariam no horário, nunca chegam, logo hoje resolvem chegar!” rimos e esperamos eles se arrumarem. Não os culpo, um dia eles serão pais e entenderão!

 

Perdoem minha péssima periodicidade nos posts, prometo melhorar! Estou fazendo roteiros para abrir um canal paterno no youtube e também fui convidado a participar de um projeto com mais 3~4 pais, em breve posto novidades

 

Bjss e boa semana!

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Reabrimos a porteira dos bebês!

Tenho uma afilhada de sete anos, linda, comunicativa e adora rosa, ela foi a primeira bebê do grupo de amigos, a porteira foi aberta, mas anos se passaram e ninguém mais teve bebê, fechou-se a porteira. Após quase 6 anos, Naty e eu tivemos o Nico e em seguida um… dois… TRÊS casais amigos ficaram grávidos com diferença de poucos meses, a porteira foi arrancada por um caminhão russo em alta velocidade kkkkkkkkkkkk.

Como ainda não pensamos em ter outro bebê, estava com medo do Nico não ter muitos amiguinhos em sua infância e eu não moro num bairro muito bom para deixar o moleque brincando na rua, mas o medo passou, pois “primos” é que não faltarão! Daqui alguns anos nossos encontros, que já são animados porque falamos muita merda, jogamos poker, discutimos sobre OVNIS, conspirações, política moderna, memes e afins, estará lotado de crianças correndo, gritando, brincando e brigando, interagindo umas com as outras… Uma nova geração de amigos, fruto da continuidade das nossas amizades. Pode ser pouco para muitos, mas para mim é algo muito lindo. Atualmente manter uma amizade é muito difícil, eu digo uma amizade de verdade mesmo, não coleguismo de internet, mas AMIZADE.

Engraçado as mães e pais amigos, curiosos, temerosos, assim como Naty e eu éramos (e ainda somos… rs), nos perguntam coisas que vão além do nosso raso conhecimento sobre o assunto, mas mesmo assim tentamos ajudar, hoje é tudo mais fácil pois temos o google como aliado, se bem usado é lógico, além de livros, blogs especializados, avós supersticiosas. É gratificante ver seus amigos homens, alguns bem aloprados, crescendo como pessoa. A mulher se torna mãe na gestação há de fato um crescimento interno e externo hahaha, mas para o pai é muito diferente, mas não deixa de ser uma “gestação” também. Em minha opinião, um pai nasce junto com o bebê e cresce junto, antes disso somos apenas homens cumprindo papel de marido, mas a paternidade acontece mesmo quando vemos o bebê ali na nossa frente chorando, com fome, com cólica, pediatra, paciência, noites mal dormidas e etc… E quando digo pai, não me refiro a quem gerou o bebê, mas sim a quem faz o papel paterno um avô, um tio, um padrasto e etc. Óbvio que cada caso é um caso, sei que existem pais que trabalham muito, tem pouco tempo e etc… eu preferi abrir mão de algumas coisas, para ser um pai presente, quero fazer parte da educação do Nico, não concordo com esse papo que quem educa é a mãe… mas foi o que eu disse, essa é a minha opinião. Adoro poder dar banho nele, servir o jantar, brincar, ver Cocoricó junto dele e etc, isso não me faz menos homem, pelo contrário me faz mais pai. Para mim essas coisas não tem preço, daqui um tempo volto para minha área e pau no gato, mais esses primeiros anos são tão importantes para o desenvolvimento da criança que não acho justo comigo e nem com ele eu não participar. 

Já ouvi alguns “eu não me vejo como pai de ninguém” e digo que essa insegurança é normal, faz parte da conscientização da paternidade. Ontem mesmo falei com um casal sobre as preocupações que os esperam… Quarto do rebento, decoração, plano de saúde, mobília, carrinho, chá de bebê, vacinas pagas e etc, depois que voltaram do coma (brincadeira) expliquei que muita coisa deve ser feita, porém cada minuto investido, cada centavo gasto, cada vez que abrimos mão de algo pelo nosso filho vale a pena!

Deixo aqui meu apoio à estes casais que tanto amo, que seus bebês venham com saúde e junto com eles uma imensa quantidade de felicidade e alegria para cada uma dessas famílias. E deus nos dê paciência, porque daqui uns 3~4 anos nossos encontros serão pura gritaria kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

=P

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Não! Tchau! Acabou…

Não! Tchau! Acabou…

Essas são as três palavras que o Nico não gosta de ouvir. E quem gosta? rs

Quando ele tenta pegar o óculos do meu rosto, falo com veemência “NÃO!” e ao menor sinal de desgosto, ele já faz aquele bicão, seguido pelo choro ou choramingo, depende do humor do bendito Nico.

É engraçado pensar que na verdade, ninguém gosta de ouvir um sonoro “NÃO!”. Deixando de lado um pouco de orgulho e bom samaritanismo, sabemos que lá no fundo o “não” nos corta, nos fere narcisicamente, machuca nosso EU. “Quem é você para me dizer NÃO!?” Já ouviram essa frase? Trocando em miúdos, quando você demanda alguma coisa e alguém te fala “Não!” você se sente castrado, diminuído e percebe que o mundo não é apenas o seu EU, existem vários outros EUs por ai, tão narcísicos quanto você.

Sendo assim, podemos concluir que o “NÃO!” não deve ser dito para seu filho(a), correto? NÃO! Pelo contrário, o “NÃO” assim como o “SIM”, devem ser utilizados de maneira consciente, ensinando ao seu bebê como se portar socialmente, impondo limites, pois seu filho(a) assim como você é um “bicho social” e é a cultura que nos diferencia dos outros bichos.É mais fácil ele aprender a lidar com o “NÃO!” desde cedo, em casa e com afeto, do que aprender do jeito HARD na vida a fora. Já fiz um post aqui no blog, sobre A TURMA DO EU ME ACHO, que tem um pouco haver com este assunto, se quiser ler é só clicar aqui. Se você não tiver medo de refletir, verá que até para nós, adultos, é difícil ouvir um “não” na grande maioria das vezes, podemos colocar vários obstáculos na frente para não enxergar, mas a cada “Não!” que ouvimos e falamos nós crescemos. Qualquer dia faço um post mais elaborado sobre o “NÃO, e a dificuldade de ouvi-lo e dizê-lo”.

Tchau! O que é o tchau, adeus, até logo… despedida. Um indício de perda. O rastro de algo que partiu. E quem gosta de perder? Seja alguém amado ou no “par ou impar”? Já ouvi por ai “é bom a criança ter cachorro desde pequena, para quando o cão morrer, a criança aprender a lidar a perda do bichinho”, penso um pouco diferente, creio que no dia a dia, podemos ensinar o bebê a lidar com esse sentimento, a perda(no sentido mais interior da palavra, a morte) é algo inevitável na vida de todos nós, e não será diferente com o seu bebê, não há necessidade de morrer um cachorro ou gato, para ele aprender a lidar com o luto, consequentemente com a perda. Creio que com pequenas ações podemos “facilitar” essa lição de vida. O pai vai na padaria, dá um tchau para o bebê, a mãe vai trabalhar abane a mão e diga tchau para o seu bebê, visitas, padrinhos, avôs e etc… evitem sair escondidos de casa na hora de ir embora, dê tchau para o bebê, mostre que você veio, porém teve que partir e assim aos poucos, ele entenderá que vocês foram embora, porém voltarão, mesmo que este voltar seja ilusório(até para nós). O bebê se sentirá frustrado naquele momento? Sim, mas em passos de formiga, aprenderá a lidar com a perda, a frustração, a ansiedade, o luto, a sinceridade e etc.

Após todas as refeições do Nico, eu digo “acaboooooou”, antigamente, ele quase sempre chorava, hoje em dia ele continua chorando kkkkkkkkkk, mas é um choro de quero mais, mesmo sem fome, um choro de saudade do alimento que ainda não comeu. Acabar corresponde à um chegar ao fim de alguma coisa, não é necessariamente negativo, acabar uma lição de casa significa que a sua tarefa acabou, e você pode ir jogar vídeo game, quando o pudim de leite condensado acaba, significa que ele chegou ao fim, dando espaço à outra sobremesa. Quando algo acaba, significa que chegou ao fim, e conheço muita gente que tem dificuldade de chegar ao fim de seus objetivos, metas e sonhos, quero que através de pequenas metas, Nico saiba que o ato terminar algo não deve ser visto como algo negativo, pois viver é muito mais do que preto no branco, muito mais que ruim ou bom, certo ou errado… Estou educando um ser pensante e para isso é necessário aprender a lidar com a parte difícil de viver, o Não, o tchau e o acabou! 

Não tenha uma visão errada de mim, pelo modo que eu educo meu filho, creio que você que esta lendo esse texto deve estar me achando um escroto, ditador e etc(escrevi “foda-se”, mas apaguei, só estou dizendo isso aqui, justamente para mostrar que eu não sou perfeito, muito menos dono da verdade) não é bem assim, eu estou tentando educar o Nico da maneira correta(para mim e não para toda a sociedade, vários EUs, lembra? rs ), assim como meus pais me educaram da maneira correta(para eles) e assim por diante, das coisas que tento(veja bem TENTO) ensinar para o Nico, ai estão os pontos mais complicados a serem discutidos. Imagine a educação como uma salada, cheia de temperos e condimentos, uns preferem mais sal do que outros, outros preferem mais pimenta e assim por diante, tudo isso dito acima misturado com afeto, atenção, cuidados, boa alimentação, asseio e amor, muito amor, brincadeiras, estímulos sociais e etc… pode ter certeza que dessa salada eu partilharei!

Deixo claro que esta é a minha opinião sobre esses temas,  não sou médico, psicólogo e muito menos a voz da verdade, sou apenas um pai tentando não errar muito. Cabe a você, refletir meu ponto de vista e concordar ou não. Os comentários estão sempre abertos para discussões sadias.

PS. Usei pudim e salada como exemplos, acho que estou com fome, vou almoçar… bom apetite! rsrs

 

Bjss e até breve! Sem choro hein! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

=P

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Ansiedade de separação

Por volta dos 6~7 meses de idade, o bebê começa a entender que é independente de seu cuidador(seja mãe, pai, avó e etc), sendo assim, poucos minutos longe do rosto familiar pode ocasionar um enorme berreiro, você sabe o por que disto? A resposta é simples, a criança ainda não tem a noção que você(cuidador) vai, mas volta. Ela pensa que uma vez longe, longe sempre. Ai está a bendita ansiedade de separação, uma vez que o “bebê se dá conta” de que ele a sua progenitora não são o mesmo ser, algo se perde… E sinceramente falando, a busca por este “algo perdido” continua pelo resto de nossas vidas, de maneiras diferentes, com objetos diferentes, pessoas e etc…

Desde que nos lembramos como sujeito, sentimos falta de algo e/ou alguém que nos fazia completo. E é essa “falta” que nos move, que nos faz viver em busca de algo, imagine se você realmente fosse completo, tivesse tudo que quisesse, dinheiro, saúde, mulheres/homens(a gosto do freguês…rs), imagine uma felicidade absoluta! Um dia, excelente, 1 semana, legal, 1 mês, tédio, 1 ano vontade de morrer kkkkkkkkkkkkkk A falta faz falta… se é que vocês me entendem.

Não me entendam errado, não estou falando que é legal ficar doente, ser pobre, não ter um dente, ser um perdido na vida, pelo contrário, o legal mesmo é viver, e viver consiste em aprender a lidar com o lado bom e o lado mau de ato de viver.

Pessoas são diferentes umas das outras, ok, além desse clichê, posso afirmar que cada pessoa trabalha a sua “falta” de maneira diversa, uns substituem este vazio pelo consumo, compram sapatos(mulher me xingando em 3…2…1… kkkkkkkkkk), roupas, carros, relógios, compram, compram e compram… Mas sempre encontram algum limite para o consumo, não é verdade? Ou alguém pode comprar o AMOR (o verdadeiro e não apenas o carnal seus safados…rs) de outra pessoa?

Outros preferem se medicar para serem “felizes”, eu não julgo, pois cada um conhece(ou não) a sua própria  angústia. Mas existem outras formas de lidar com essa falta, mas antes de mais nada devemos tentar entende-la. E não adianta apenas subir nas montanhas e meditar por anos, ou encher a cara para não lembrar de nada, muito menos deixar para lá, pois tudo que vai, acaba voltando…  devemos de alguma maneira discutir com alguém as nossas aflições, de preferência, um profissional(psicanalista ou psicólogo) e não o fofoqueiro do bairro… rs

Ansiedade é normal, creio que seja algo inerente ao ser humano, o que não deve acontecer é o excesso… mas uma vez, devemos procurar o equilíbrio.

E por falar em equilíbrio, estou fazendo um post sobre HOMEOPATIA, vou conversar com a minha médica (que me trata desde os 5 meses de idade) para ver se rola uma entrevistinha básica.

 

Boa semana ai galera! E comentem sobre o tema ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO, você ainda vê esses traços em seus filhos(as)?

 

=D

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Medo de perder

Perder é um verbo transitivo, ou seja, necessita de um complemento. Quem perde, perde algo, perde alguém. Ontem a noite, dia 20/02, meu filho Nico comemorava seu 8º “mêsversário”, estávamos na casa de sua avó materna, assistindo o jogo do Corinthians, ao final do primeiro tempo veio a notícia terrível que um torcedor de 14 anos havia morrido, ou melhor, o garoto foi assassinado. Querendo ou sem querer, isso já é outra história, que não me compete entrar no mérito. Independente da bandeira do time, do nome do campeonato, do esporte praticado naquele local, o que perdemos foi uma vida, perdemos a chance de dar exemplo, afinal de contas, o esporte não serve para isso? Falhou a sublimação? Válvula de escape para a marginalidade? O exemplo a ser seguido. Óbvio que os profissionais que estavam em campo, comissão técnica e etc, não foram os responsáveis diretos pela morte do garoto, mas indiretamente não somos todos nós responsáveis?

Este post não significa nada(mas para mim já é muita coisa) além da minha opinião como cidadão, torcedor e pai. Dia após dia vemos morte no esporte, seja dentro das quatro linhas, seja na torcida, que significado isso tem em nosso dia-a-dia? Domingo tem clássico Santos e Corinthians, ninguém mais se lembrará do Boliviano menor de idade morto ontem, mas deviamos saber que esse boliviano, tinha um nome, assim como nossos filhos tem, possuia uma mãe, assim como nós, teve sua vida roubada num local onde deveria apenas existir emoção, alegria, momentos memoráveis, milésimos gols e etc. Ninguém mais lembrará do Kevin Douglas Beltrán Espada, apenas seus familiares e amigos…

Hoje percebi um alvoroço no facebook sobre o que deveria acontecer com o Corinthians, deveria ou não ser banido, multado e o diabo a quatro, mas espera um minuto… FODA-SE a punição para o time X Y ou Z, o que deveria ser perguntado é o que devemos fazer para que isso nunca mais aconteça dentro e fora dos estádios, essa seria uma atitude correta, e não agir feito humanóides irracionais  querendo ver o pior ou o melhor para seu time ou rival. A vida já não é mais uma prioridade social, um novo sintoma social, que nos deprecia mais e mais.

Onde esta a humanidade dentro do ser humano? Será que quanto mais “evoluímos”, perdemos a humanidade? A cada dia somos menos humanos ou mais humanos no pior sentido perverso da palavra? Onde esta o amor ao próximo? Deixo essas perguntas sem respostas, pois são perguntas que nem deveriam ser feitas.

É nesse mundo que terei a árdua missão de criar meu filho, um ser humano, com atitudes humanas, assim espero. Que Deus me ajude e conforte essa família.

Tenho medo de perder.

 

Fica aqui meu grito de decepção e a esperança que a próxima geração,  seja menos humana e ao mesmo tempo mais humana, no melhor sentido da palavra.

 

*LUTO*

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