O que será que ele pensa?

Dia desses cheguei em casa, abri a porta e lá estava ele, Nico sentado no carrinho, com uma perninha no banco e a outra pendurada por cima da alça, com a correntinha do prendedor de chupeta no dedo. Abro a porta e sempre chego com um sonoro “Oi bebê do paiiiiii… Nicooo” e um beijão na bochecha gorda dele. Normalmente ele me recepciona com barulho e balançar de mãos, mas esse dia, ele sorriu para mim. Não uma risada de cócegas, mas um sorriso, banguelo e sincero.

Na primeira vez fiquei emocionado, Naty até me zuou, pois não costumo ser muito emotivo, mas meus olhos encheram de lágrimas… Ele sempre sorria para mim, em ocasiões diversas, mas na minha chegada em casa, no momento em que eu abri a porta, foi a primeira vez. Aquele sorriso reseta tudo de ruim que possa ter acontecido no meu dia, meu mal humor(que as vezes é foda…rs), minha fome, meu cansaço… nada é páreo para aquele sorriso.

Sempre fico pensando “O que será que esse menino deve pensar quando me vê?”. Sei que ele já associa, mas com o que? Com risada? Carinho? Comida? Banho? Com sono? hahaha.  Creio que seja uma questão que nunca irei descobrir… mas fica aqui registrada minha curiosidade…rs
A pergunta do título “O que será que ele pensa?” não é feita por mim, mas, para mim, vinda do Nicolas, pois creio que ele também não entenda o que a minha chegada represente, mas mesmo assim, de alguma maneira, há felicidade em me ver, e respondendo a pergunta do Nico, eu penso que ter tido você, foi a melhor decisão que tive em minha vida.

 

Desculpe o tempo sem escrever um post, prometo melhorar meu comprometimento com o blog e com vocês. Na verdade o comprometimento com o blog está ok, não to postando porque estou trabalhando no novo layout do Aventura Paterna!!! Agora vocês me respondem “foda-se, arruma tempo e posta coisas novas”… eu abaixo a cabeça e digo OK… Aaaaaaaaaaaahhh também estou trabalhando nos reviews das fraldas e brinquedos, dá trabalho pacas né… tenso!

 

Bjs

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Um novo ciclo de natal

Esse natal foi um pouco diferente do normal, nunca tive uma família muito ligada ao natal, nosso foco sempre foi o ano novo juntos, natal era cada um por si… rs. Esse ano me dei conta que eu tenho que começar a comemorar o natal de uma forma diferente, ainda não sei como, mas diferente, afinal agora eu tenho a minha família e gostaria que o natal para o Nico, pelo menos por alguns anos, fosse algo especial. Não apenas pelos presentes e pela ceia(gordo é foda), mas pelo espírito do natal, sou da opinião que não precisamos de uma data para perdoar ou pedir perdão, mas é fato que no natal os corações amolecem, o orgulho já não tem mais tanta certeza de que esta totalmente certo, revivemos alguns momentos passados com outro olhar, o olhar do outro.

Penso que no Natal, é bem mais fácil ser bondoso, uma simples visita há um orfanato, ou algum hospital infantil consegue mudar a visão de mundo de qualquer pessoa mentalmente saudável. Já tive a oportunidade de fazer as duas visitas que citei acima, e digo que cada uma delas matou um pouquinho do espírito natalino que eu possuía, não no sentido ruim, mas no sentido real. No orfanato fui com a minha família, entregamos brinquedos, tomamos café com as crianças e em poucos momentos, nós éramos o mais próximo que elas tinha como família, a cada minuto um garoto me dizia que sua mãe em breve chegaria, perguntei para a moça que cuidava do orfanato e ela me contou que o garoto havia sido deixado lá há mais de 5 anos e nunca tinha recebido uma visita, me peguei pensando como posso ser tão mesquinho no meu dia a dia. Como posso ficar “putinho” com tanto coisa idiota, frente a esse garoto. Isso é natal, é encarar o que fizemos no ano e ter a coragem de dar um pedaço de carvão á nós mesmos. “Fulano me deletou do facebook, cicrano me bloqueou do twitter, galera marcou algo, não me chamou e ainda postou fotinhos no instagram…”. Para você que ainda esta lendo esse texto, reparou que natal me deixa pessimista e um pouco melancólico, mas é por isso, pela realidade que o mundo vive em todos os outros 364 dias do ano, e que nos lembramos apenas no natal. Gente passando fome, guerras acontecendo enquanto eu como meu chester, enquanto engordo alguns quilos na noite de natal, mendigos comem sopa no centro da cidade, dada por pessoas que fazem a diferença nessa data de nascimento, renascimento, o que é o nascer, se não um novo ciclo?

E quando os ciclos terminam? Fantasiado de palhaço visitei crianças no hospital do câncer, em um outro natal, nunca fiquei tão triste em minha vida, mais um péssimo natal para mim, mas um bom natal para eles, cheios de esperança, alegria, agarrados a um fio de vida, alguns sem força até para levantar de seus leitos para receber os presentes dos palhaços,  que de tempo em tempo choravam e saiam da sala, abraçávamos as mães, e elas num choro tão sincero nos apertava como se estivesse renovando suas forças para mais uma noite sofrida, acordada e sentada em uma cadeira improvisada de hospital, sem saber se no dia seguinte poderia abraçar seu filho, seu menino… é este natal que quero voltar a viver. Há anos que não fiz mais nenhuma coisa boa no natal, só visitei amigos, abracei familiares, comi ceias maravilhosas e me esqueci desse outro natal.

Abracei o meu filho na virada da meia noite, e tive a certeza que hoje nada é mais importante para mim do que seu bem estar, sua formação, espero que um dia ele leia isso e saiba que este é o espírito de natal que ele deve ter, presentes são bem vindos? Lógico que são, mas não devem ser a regra do natal. Penso que esta é uma data no ano que podemos realmente fazer diferença para outras pessoas, podemos ser o natal delas.

Que todos tenham um ótimo fim de ano.

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A ira de um anjo (Child of Rage)

Acabei de assistir a um documentário da HBO de 1992. Fala sobre uma menina que se chama Beth Thomas, vítima de abuso sexual. A mãe de Beth faleceu quando ela tinha um ano de idade e desde então ela sofreu abuso de seu pai(pfff) biológico, somado a surras, álcool e muita violência, o que poderia resultar disso?

(Me sinto até mal de falar sobre esse assunto aqui no blog, mas, infelizmente é uma realidade social, não consigo apenas fechar os olhos e fingir que não acontece e já que tenho “voz”(meu blog) decidi falar, se você não tem estômago forte para o pior do ser humano, não continue lendo).

No início do documentário, Beth e seu psicólogo conversam sobre os “sonhos” que Beth teve quando criança, ela conta sobre o abuso de seu pai biológico, que sofria, tinha medo, sentia muita dor e  sangrava, mas o “sonhos” persistem, não terminam… Ela conta que enfia agulhas em seu irmão(mais novo) John, mata animais, rouba facas de sua casa, para tentar esfaquear seus familiares enquanto eles dormem, Beth realmente foi “danificada”, não tem auto estima, pensa apenas em machucar seu irmão, não confia em ninguém, não sente, não teme, não se importa com mais ninguém além da sua dor reprimida, recalcada. Quem mais sofria com a Beth(além dela mesma) era seu pequeno irmão John, ela o molestava(no sentido sexual da palavra), o agredia diáriamente, enfiava agulhas em seu corpo e em um momento da entrevista ela disse que “não conseguia parar” mesmo quando John pedia, reproduzindo inconscientemente a cena traumática vivida em sua infância.

Beth começou a ser tracada em seu quarto para que a família conseguisse dormir em segurança, continuamente em terapia, seu médico decidiu separa-la(temporariamente) de seus pais adotivos para um retiro de terapia intensiva, especializada em crianças que sofreram abuso sexual e crianças homicídas.

Após anos de tratamento, as feridas começaram a ser tratadas, Beth começou a diferenciar certo e errado, começou a sentir-se mal por tudo o que havia feito, sentia-se culpada por suas atitudes, diferentemente do início do documentário, no qual, ela era fria ao responder o que lhe perguntavam e indiferente a todos.

Em sua última aparição no doc.,  ela se emociona e diz que o que o seu pai lhe fez, as coisas que ela lembrava(creio que neste ponto, ela já tinha entendido que não era apenas um sonho ruim, mas sim, a realidade de fatos traumáticos) fazia com que ela machucasse as pessoas, e quem mais sofreu com isso foi seu irmão.

– Quem você machucou mais?

– Meu irmão. Isso é o que me machuca mais.

– Como isso a machuca mais?

– Porque quando eu machuco as pessoas, estou ferindo a mim mesma.

– Como se sente agora, Beth?

 – triste (lágrimas)…

Este é o trecho final do documentário(gravado em 1989).

Quando terminei de ver o doc. de imediato foi para o google pesquisar sobre essa menina, atualmente uma mulher. Fiquei transtornado com a podridão de um pai que violenta sua filha de 1 ano de idade, mas fiquei feliz e me senti esperançoso em saber que ainda existem pessoas que ajudam e que se importam.

 

// A partir daqui é tudo bem bagunçado e sem fonte confiável. O “achismo” da internet.

Versão 1

Atualmente Beth Thomas ministra seminários e palestras coorporativas a respeito da felicidade, incrivelmente irônico, paradoxal e humano.

Versão 2

Beth Thomas é enfermeira no Arizona.

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Decidi fazer esse post em sua homenagem e agradece-la por me trazer esperança social, saber que ainda somos capazes de reagir à algo tão nojento, imperdoável e sujo que é o abuso sexual infantil e transformar em esperança, amor, sentimento, ter forças para lutar e vencer, mesmo que seja apenas no fim.

Se você sabe ou desconfia que algum conhecido, parente, vizinho, amigo ou etc sofra este tipo de abuso, não hesite, não julgue, não acoberte, não seja um covarde. DENUNCIE!

Para quem quiser ver o documentário completo, assista e compartilhe!

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Pediatras, e pediatras.

Semana passada, Nico teve sua terceira consulta com a pediatra da rede própria do plano de saúde. Ali no bairro das Perdizes.

Nas primeiras duas consultas achei que ela o tratou como um “filé de frango”. Sabe quando você vai no açougue e pega a carne, olha a cor, pergunta se ta fresca, pesa a carne,  você fica meio assim com o açougueiro, pois não o conhece direito(no sentido profissional), até que decide levar. Do mesmo jeito foi ela com o Nico, pegou, olhou, pesou, mediu e tirou algumas dúvidas minhas e da Naty.

Não mostrou o mínimo de afeto, o famoso, arroz com feijão, óbvio que eu não queria que ela achasse o meu filho o mais lindo do mundo(só Naty e eu achamos isso…rs) mas no mínimo, esboçar um sorriso, afinar  a voz para falar com o bebê, segura-lo no colo como um bebê e não como uma peça de contra-filé. Naty tentou me explicar que plano de saúde é assim mesmo, pelo tempo de consulta e tal, não dá para ter afinidade e etc… Entendi, mas não compreendi… agora penso que poderia ser o meu ego falando, aliás, gritando… rs

Poxa, eu penso que quando a pessoa decide se formar em uma profissão deve ter paixão no que faz, entendo também que a paixão acaba, mas DEVE restar o amor… A veterinária da Cléo, Hurley e Fubá, Dra. Geandra, é o exemplo de uma profissional apaixonada pelo que faz, nunca vi uma pessoa que ame mais o que faz do que ela, no último dia 09/Set. foi dia do veterinário, mandei um sms parabenizando-a pela profissional que ela é, fiz de coração mesmo, pois é admirável como ela trata os bichos.

Agora, me respondam, por que uma pediatra não pode ser parecida? Ou um atendente de telemarketing, um mecânico, um engenheiro, um entregador de jornal? Já que tem que fazer, faça bem feito!

Trabalho fora da minha área de formação(Comunicação Social – Radialista) desde que me formei, por opção minha, deixei de agarrar várias ofertas de trabalho na minha área, em favor do meu bem estar social e financeiro. Atualmente trabalho com números, planilhas, telefones, bancos e etc, tudo muito diferente do que pretendia, só por isso devo fazer com má vontade? LÓGICO que não, tento sempre fazer o meu melhor em tudo que faço. E fica aqui a minha dica, já que temos que fazer, que façamos bem feito. Só vai agregar em várias áreas de nossa vida, profissional, pessoal e por que não dizer sentimental…

Voltando a pediatra, na terceira e (provavelmente)última consulta, Nicolas esta na fase de paquerador(não pode ver uma mulher que já se abre, igual mala velha, mostrando aquela gengiva sem dente…rs) em resposta as “investidas” do Nico, ela brincou com ele, pegou no colo, fez graça, afinou a voz(clássica em quase todos que falam com bebês hahaha) e me deixou com um puta interrogação na cabeça e uma lição de vida… Agora admito, todos temos dias bons e dias ruins, resolvi dar mais uma chance a doutora, assim como já recebi várias chances…Você pode estar pensando, mas no ínicio você disse uma coisa e agora diz outra? Sim, sou humano, sou paradoxo, as coisas nem sempre são tão simples como pensamos ser. Um equívoco ou apenas uma intuição?! Não sei, só sei que não importa a resposta, nada é tão simples.

E vocês, já passaram por algo parecido??? Comenta ai.

 

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A turma do “EU ME ACHO” – Reflexão

Há alguns dias li uma matéria da revista Época, compartilhada em meu facebook por um amigo da pós e um dos professores que admiro muito,  li o texto com atenção, e antes de iniciar este post, voltei a ler para clarear o que eu gostaria de discutir. Sugiro que você leia o texto completo aqui.

A matéria inicia explicando o que aconteceu numa formatura de uma das melhores escolas dos Estados Unidos, Wellesley High School. O professor que deveria exaltar os formandos, como de praxe, no modelo escolar americano, preferiu discursar algo mais provocante e porque não dizer, algo mais realista.

“Vocês não são especiais” disse o professor inglês David McCullough Jr.  nove vezes em treze minutos de discurso.

Nossa sociedade vive o tempo do nascisismo a flor da pele, quer exemplo melhor do que o facebook, twitter e instagran. Demandamos atenção a cada post, twett, foto ou compartilhamento feito nas redes sociais. No texto da Época, o  psicólogo Keith Campbell diz “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo” e consigo perceber que isso é muito verdade.

Posso usar como exemplo próprio, meu filhos nasceu em 20/06/2012, tem familiares meus que ainda não o conhecem, amigos próximos que nem sequer lembram que ele já nasceu, as vezes isso me incomoda, mas deve incomodar o meu EU, pois o Nico tá pouco se fod**** para isso…rs… Eu tenho a lucidez de parar e pensar “o Nico é MEU filho, não de um amigo ou parente, ele é importante para mim e não deve ser regra para os outros”.

Cobrar atenção para o meu filho, de pessoas que tem suas vidas, desejos, objetivos diferentes, rotinas e etc, chega a ser infantil da minha parte. Me policio sempre para evitar que o meu narcisismo ferido, seja um problema para mim. Mas partindo desse ponto, porque será que eu consigo(as vezes hahaha) controlar esse tipo de sentimento? Por que existem pessoas que se acham(e até apostariam alto nisso) que estão um patamar acima do restante?

  • “Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.”

 A má educação em casa prejudica ainda mais o desenvolvimento desses jovens “cheios de si” no mundo real, o conhecido lugar que “você chora e a sua mãe não vê”. Minha mãe diz que devemos criar os filhos para o mundo, estou começando a entender o que ela tentou(ou não) dizer.

  • “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”

 Não me entendam mal, não estou dizendo que você não deve dar carinho, chamego e atenção para seu filho(a), pelo contrário, a base para um futuro sujeito decente é uma boa infância, mais deve-se impor limites, creio que essa palavra LIMITE, resume os cuidados que devemos tomar para educar nossos filhos.

Por pior(ou melhor) que seja, temos que aprender a dizer e mantér que NÃO É NÃO. A base deve ser de confiança, respeito e amor. Ontem a minha professora da pós, disse uma frase que achei genial(+/- assim) “Lidar com a frustação é mais fácil do que lidar com o sucesso”, penso que deve ser mais fácil, pois a frustração se mantém sozinha, já o sucesso sobrecarrega o sujeito e fora a responsabilidade narcísica de “perder o que se conquistou, o que lhe é de direito”.

  • “Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”

Pais negligentes ou parentais? Qual seu estilo de educação? Você ajuda a criança lidar com as situações de frustação, explica os motivos de impor limites a determinados pedidos ou opta por deixa a culpa de trabalhar fora a semana inteira te dominar, o medo de ser o pai repressor, e realiza todos os desejos do pimpolho como se fosse o gênio da lampada mágica, não aguenta ouvir um choro manhoso que já cede aos desejos do “pequeno terrorista”. Educar realmente é difícil, mas é algo que não devemos delegar, mãos a obra que ainda podemos mudar a maneira de lidar com nosso pequenos.

Mas o outro lado da moeda também existe, a psicóloga britânica Judith Harris diz que “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”.

O receio bate a porta e quer entrar, mas creio que com bom senso, afeto, carinho e crítica pessoal, farei um bom trabalho… e se não fizer, não tem problema, vou para o lado da genética e digo que a culpa são dos meus genes!

 

=D

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Sonho que se sonha só

Dia desses, coloquei o Nicolas para dormir, ou seja, após mamar, trocar fralda e arrotar, ele cansou e resolveu dormir… rsrs

Fiquei com ele no colo por alguns minutos, o suficiente para ele cair no sono. Naty e eu também já estávamos prontos para deitar, mais ficamos ali babando em cima do Nico. O sono dele era tão intenso, porém, muito leve, sem preocupação com despertador, com contas à pagar, com a vacina que ele ainda não sabia que tomaria no dia seguinte(BCG), um sono de bebê.

Fiquei fascinado quando vi que ele estava sonhando, seus olhinhos mexiam, mesmo fechados, sorrisos e caretas, pequenos tremeliques… pensei comigo “Como um bebê de 7 dias pode sonhar? ” dormi com essa interrogação na cabeça.

No dia seguinte, voltando para casa(da pós) de carona com um grande amigo, discutimos sobre o assunto, e ele me fez lembrar, uma coisa muito óbvia(agora, pois no momento fiquei com uma cara de NOSSAAA!), o bebê, mesmo dentro do útero já dormia, acordava, se alimentava(de outra maneira) e quem sabe até sonhava, ou seja, ele não tinha apenas 7 dias de vida, mas, 40 semanas + 7 dias de experiências, muitas mudanças recentes, o sol e a luminosidade de tudo, o seio da mãe, o início da inserção da linguagem entre outros acontecimentos.

Percebi então que o sonhar deve fazer parte de todo um processo de aprendizagem, pois, pelo menos comigo, sempre que tenho uma prova, concurso ou algum tipo de avaliação na manhã seguinte, a última coisa que faço antes de dormir e repassar todo o conteúdo para que no outro dia eu já acorde com aquila na cabeça… comigo funciona, mas creio que não seja uma regra, as maneiras cognitivas de aprendizagem, variam de um para outro sujeito, ou não?!

Anyway, ver ele sonhando me fez ficar feliz, um ser tão pequeno(comparado a mim, porque se comparar com outros bebês ele é enorme…rs), frágil e tão cheio de curiosidades, ansioso para se virar sozinho, captando tudo e todos ao seu redor, dormindo e sonhando ali, sozinho, no meu colo, ele pensa que esta sonhando só, mas, Naty e eu estamos sonhando com ele, até mesmo sonhando ele, cada um o seu sonho, cada um o seu desejo.

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Que providência tomar?

Naty e eu conversamos ontem vários assuntos, adoro jantar na mesa, sem tv ou afins, faz bem para nós, nos mantém em sintonia. Vou compartilhar com vocês uma síntese/interpretação/viagem, com base em uma música do Lenine, dos temas tratados no jantar.

Acordei inspirado hoje(acho que é porque assisti Carrossel ontem huAUHahUuhahuaHUA), ou não.

Julguem vocês!

Abraços.

***

O não querer saber é mais cruel do que o não saber. Pois, existe uma consciência de saber o que não se deseja. Mas, na verdade, sabemos o que não queremos, apenas não pegamos, seguramos, apalpamos ou medimos. Chega estar tão perto que não conseguimos ver. Sabe a sensação de colocar a palma da mão bem próxima aos olhos e conseguir enxergar por ela? Neste momento vemos o que não queríamos ver, e assim é a vida.

A decisão tomada de ficar só, permanecer inteiro, sem divisão emocional, a segurança de ser completo… Começo a rir sozinho, apenas pela sensação de estar só, mas, sorrio de tristeza, não me vejo mais só, menos ainda completo, a cada dia me monto, com um quebra-cabeça de mil peças, as bordas são fáceis de identificar, porém, o interior, o recheio, ali dentro no miolo, quem me dera saber de algo.

A falta nos completa, o paradoxo é nosso ursinho de pelúcia, abraçamos a solidão, um travesseiro de visco elástico, apertamos e apertamos para fazê-lo sumir, ele aparenta estar menor, mas, quando olhamos novamente, está inteiro. A falta e a solidão são completas, o que é a solidão, se não a falta de alguém, a falta de conjunto, de um grito que seja, a falta de demandar.

Mas essa dor, não me entristece. O que me faz temer é a palma da mão que não vejo, está ali, mas não enxergo, não apalpo. Não seguro nem meço. Isso me faz falta.

Foi! Passou e não vi, cadê? Perco-me no não saber e me acho no aviso, no conselho, no saber do outro. E como ficará a minha geração? O saber do outro agora é meu e devo passá-lo adiante. Mas o filtro, para que o que vejo como impuro não se perpetue, não recomece no meu fim. E o que é impuro? Mais uma vez sorrio…

Foi! Bem quietinho, distraído e calado. O amor se foi? Mas a falta permanece, cruel não é? O que faço dessa vida? Vendo-a? Devolvo-a para a loja? Processo no tribunal de pequenas causas? Minha causa será realmente pequena? Risos aparecem em minha face, mas agora de ironia, se fosse fácil assim o mundo não pressentiria seu fim, aflito e só. Mais uma vez o bendito não saber ou não querer saber aparece, sorri e se vai. Tudo se vai, porém, algo sempre permanece. Resta ansiedade de um chegar, alguém chegará para mudar o mundo, o meu mundo, tirará meu chão, não para me ver cair, mas para me ensinar que não sou completo, sou parte, faço parte, monto partes.

O cheiro do amanhã se iniciará em breve, cheirinho de carro novo, livro novo ou velho, o cheiro do novo. O cheiro fica pelo ar, fica o medo de ficar e o vazio preenche o espaço restante. O amor voltou, continuou calado, me maltratando, completando-me, deixando a solidão sem medida.

Mais uma vez eu sorri!

 

 Livre interpretação da música “A medida da Paixão” de Lenine.

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Simpáticas Simpatias

Avós, tias, bisavós e alguns amigos, por crença, ou não, nos deram algumas dicas de simpatias ou lendas da maternidade. Antes de iniciar os relatos, vou tentar resumir de onde vieram as “simpatias”, suas origens e algumas curiosidades.

Pense em simpatia como uma magia lvl.1, ou seja, magia noob(novata), algo leve e inofensivo.É mais um ato de crer, do que algo mistico. Está intensamente ligado a superstição, reação causa x efeito.

Exemplo: “Quando está chovendo você deve jogar sal na porta de casa para amenizar/párar a chuva. “Ação A gera consequência B, mesmo que A e B não tenham nenhum tipo de relação lógica. Isso deve ter virado simpatia, porque algum dia, alguém derrubou o sal na porta de casa e a chuva párou no mesmo instante, e isso foi espalhado como verdade e seguido, repetido até chegar numa proporção de simpatia e consequentemente, de verdade para muitas pessoas.

Simpatias são inofensivas, e se não fizerem o bem , o mal também não farão, um emplasto. Mas se fossem 100% verdadeiras, as lotéricas estariam falidas, imagina todos os apostadores entrando com o pé direito antes de apostar…rs. Começarei a citar algumas simpatias e lendas, que já ouvi após me tornar pai.

No início da gravidez da Naty, minha mãe estava toda babona(e ainda esta), enquanto falávamos sobre chá de bebê, ela já me orientou “Quando eu estava amamentando nunca deixava ninguém sentar na minha cama” – Pensei que era por causa de micróbios, bactérias e etc, mas para confirmar, perguntei o motivo dessa atitude, sem exitar ela me respondeu “porque caso alguma mulher sentar na cama do casal e essa bendita estiver em RED ALERT(ciclo menstrual) a grávida tem o leite seco, ou seja, pára de amamentar pois o leite materno secará.”

<< Minha reaçãojackie-chan-meme

Dias depois minha sogra foi em casa passar o dia com a Naty e já aproveitou para ajudar com as novas roupas do bebê, lavou, passou vinagre com confort, e na hora de secar ela disse “roupa de bebê não se torce, pois dá cólica na criança”, agora foi a vez da Naty ficar com essa cara >>jackie-chan-meme

Quem nunca ouviu falar que tecido vermelho na testa pára o soluço, pintar o cabelo faz o bebê nascer com a mesma cor da tintura(essa tenho até testemulha hahaha né tia Roberta), cinza de cigarro cura afta, barriga pontuda é menino, barriga redonda menina, se a grávida derrubar uma tesoura no chão se cair aberta é menina se cair fechada é menino… são coisinhas engraçadas e que me fazem ficar curioso com suas origens… mas isso é história para um outro post.

A única lenda que revelarei a origem para vocês hoje, é a tão falada “Mãe do corpo“, um “espírito que habita o corpo da grávida e fica a procura do bebê após o parto, mexendo-se por todo o corpo da mãe.” Minha sogra e minha mãe confirmaram e disseram que a Naty também confirmará num futuro próximo… Meio macabro não acham? Agora vou explicar o que esta além da crença:

Após 9 meses de gestação imagina como está o interior do corpo feminino, uma bagunça, órgãos em posições provisórias, e o local “alugado” pelo bebê, está novamente no “mercado imobiliário” do corpo (rsrs), agora está livre para a reorganização interna, esse período de ajustes podem durar até 1 ano após o parto, ou seja, o útero pode contrair, fazendo com que a mãe ache que algo se mexe lá dentro, mas fique calma, é apenas seu útero e seus órgãos voltando para suas “residências próprias”, ou você acha que somos apenas nós que temos o sonho da casa própria… rs.

Espero que tenham gostado do texto, tentei de maneira extrovertida e respeitosa, mostrar como simpatias e crenças não fazem mal algum, e funcionam apenas como um emplasto(que pode ser um remédio poderoso… que me diga Brás Cubas). Resumindo, se você não crê, respeite a sabedoria dos mais velhos.

PS. Para garantir, quem for na minha casa visitar o bebê …::: NÃO SENTE NA MINHA CAMA SE ESTIVER EM RED ALERT!:::…  hahahaha E o bebê sairá da maternidade com alguma peça de roupa amarela e vermelha, reza a lenda que trás riqueza, sabedoria e saúde… vai saber né!

Bjss

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Psicomotricidade… what?!

Nas bagunças de final de semana, no meio de piadas, casos da vida, bobagens, costuma sair assuntos mais apurados, complexos, como por exemplo, a Psicomotricidade.

Esse palavrão tem por definição:

“É a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.” (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade)

Diferentemente do que alguém possa pensar, não estou na pesquisa sobre esses temas porque serei pai. O tema surgiu em forma de associação livre de bate-papo de buteco(só não estávamos em um buteco, foi na minha casa mesmo) e quando uma amiga pedagoga soltou esse palavrão “PSICOMOTRICIDADE”, por algum motivo(rsrsrs) o silêncio tomou conta do recinto e após uma breve pausa, TODOS os ali presentes, começaram a dar palpites sobre o significado dessa palavrinha de 16 letras.

“É uma criança psíquica em uma moto na cidade”

ou

“Criança louca com uma motrina elétrica na mão”

Entre outras pérolas… rs

Penso comigo, se uma palavra com 16 letras gera tantos levantamentos assim, imagine então, uma pequenina palavra de 3 letras(com o peso de 3 Toneladas)… PAI(ou MÃE, para as moças hahaha), creio ser a palavra que gela a espinha de muito barbudo. #truestory!

O que me conforta é saber que, do mesmo jeito que eu não sabia o que era Psicomotricidade e aprendi, posso  também, aprender a ser Pai. Creio poder afirmar que ninguém sabe de tudo e os que acham que sabe, estão mais perdidos do que eu…

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