Mudanças. Só os pais entenderão!

Tudo muda após o nascimento de um filho(a). Do momento da concepção, até a ciência da gravidez, todo o processo de gestação, parto e pós parto, processo de desenvolvimento (do bebê e dos pais), são ciclos marcantes na vida da família. Não acredito que depois desse turbilhão de novos sentimentos, podemos ver o mundo do mesmo modo. Algo íntimo deve acontecer, e quando digo íntimo, creio que seja tão profundo que nem nos damos conta, algo inconsciente. Ações que antes eram quase automáticas, hoje já não são mais praticadas, por exemplo, me sentia incomodado em comer fora e crianças ficarem olhando, apontando ou algo parecido, hoje isso é normal para mim, se vejo alguma criança olhando, pergunto aos pais se posso oferecer o que a criança esta interessada. Pode ser uma questão de educação também, talvez eu fosse de certa forma, mal educado, mas o importante é a mudança no agir

Detesto chegar atrasado em compromissos, acho uma falta de respeito(ainda acho) com a pessoa que te espera, porém, com um filho e morando em SP (trânsito), a vida é imprevisível! Acordar o Nico, trocá-lo, arrumar malas (sim, malas, uma de refeições e lanches e outra para fraldas e roupas), pegar a chupeta (que quase sempre esquecemos, dai temos que voltar para pegar), pegar algum brinquedo, não deixar ele se sujar até sairmos, não o deixar abraçar os gatos e ficar cheio de pêlo, isso tudo sem contar que antes precisamos estar arrumados, ambos, pai e mãe! Ou seja, tem que valer muito a pena sair de casa, porque dá um trabalho do caralho, MAASSSS nem todo mundo entende como algo que antes era simples, pode mudar e ficar complexo.

Um casal de amigos tiveram uma princesa linda a menos de 1 mês, conversando com o pai, me vi há um ano e pouco atrás, ele falou “Agora eu sei como é foda ficar acordado na madruga, dá nem pique de sair de casa e tal, hoje eu te entendo, não era exagero da sua parte!“. E realmente pensamos mesmo que é exagero na maioria das vezes, porém, temos que tentar enxergar além da nossa realidade, olhar para frente e para os lados, uma criança tem cólica, não dorme a noite toda, dá trabalho para comer papinha, se caga toda minutos antes de sair de casa, cai e bate a cabeça, mil e uma coisas acontecem quando temos a responsabilidade com um ser humano tão pequeno e tão inocente e indefeso.

nicoDeixamos de viver apenas por nós, de certo modo, também vivemos por ele e para ele. Quando um amigo(a) falar que não tá afim de sair porque esta cansado, não dormiu bem a semana por causa do bebê, ou por qualquer motivo que envolva a criança, não ache que é desculpa furada, pois na maioria das vezes não é! Não julgue “ai, depois que vocês tiveram bebê, vocês se afastaram, se distanciaram, não ligam mais para ninguém além do filho(a) de vocês!” Mais é lógico! Você não precisa acordar de 3h em 3h para dar mama, ou se for igual o Nico, você não precisa ficar acordado até o Jornal da Manhã, para ele pegar no sono.

Temos que pegar leve em nosso egocentrismo, rever se estamos ou não sendo egoístas, e eu me incluo, pois já fiz isso também, já fui esse péssimo amigo citado acima, mas hoje eu entendo e escrevo este post não para os pais e mães que costumam ler meu blog, mas para os amigos, parentes e conhecidos dessa galera aí, que rala sendo pais e mães de verdade. Não aponte o dedo, não julgue, faça o contrário, acompanhe, ajude, conforte, se faça presente! Agradeço a deus por ter pessoas assim do nosso lado, madrinha, padrinho, familiares e amigos. PS. Deus abençoe as mães de sono leve, porque pais de sono pesado é o que não falta!

Uma dica grátis, se seu casal de amigos está cansado, derrotado, com sono e não esta afim de sair de casa, junte-se a eles. Rachem uma pizza, peçam lanche,  joguem jogos de mímica, tabuleiro ou cartas. Enfim, faça da noite sem fim deles, uma noite especial, com bate papo agradável e risadas, porque diversão não existe apenas fora de casa, ela pode ser encontrada na presença de boa companhia, afeto e pizza! hahaha

Dia desses, marquei que pegaria a madrinha e padrinho do Nico as 15h. Buzinei na frente da casa deles as 14:58h. A madrinha saiu de chinelo e o padrinho nem banho tinha tomado e eu ainda levei a culpa “Ahhh não imaginamos que vocês chegariam no horário, nunca chegam, logo hoje resolvem chegar!” rimos e esperamos eles se arrumarem. Não os culpo, um dia eles serão pais e entenderão!

 

Perdoem minha péssima periodicidade nos posts, prometo melhorar! Estou fazendo roteiros para abrir um canal paterno no youtube e também fui convidado a participar de um projeto com mais 3~4 pais, em breve posto novidades

 

Bjss e boa semana!

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O necessário

“Eu digo necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz”

Mogli

A enfermeira e tia Bia é a responsável pelas vacinas do Nico. Ela sempre fez questão de aplicar cada uma delas, mas já deixou claro que a partir dos 6 meses de idade não faria mais essa “maldade” com o Nico “tenho medo de que quando ele me veja, já me associe com picada de injeção!” hahahaha. Nunca fui muito a favor de vacinas(as mães pira), mas, nem por isso, deixo de dar as vacinas do Nico em dia. Eu já sou marmanjo, tenho 26 anos e ainda estou vivo, mesmo sem vacinas, isso é história para um outro post.

Nico é fortinho para vacina, nunca teve reação(febre, vomito e etc), mas por precaução, em dia de vacina, ele dorme conosco na cama, para facilitar tirar a temperatura na madruga… Na semana pós vacina, Nico fica manhoooooso, faz biquinho de choro, é engraçado quando aprendemos(pela convivência) a detectar o tipo de choro do bebê, de manha, de fome, dor ou cólica(um tipo FILHODAPUTA de choro), sono e etc… é realmente uma linguagem a parte.

Para quem esta de fora, na platéia(amigos, familiares e etc) choro = choro, mas, para quem vive junto choro = N’ alternativas. Já ouvi muito “ele tá com fome, certeza!” o moleque acabou de mamar, “não é cólica não?” ele já tem 5 meses, cólica é coisa rara agora, “acho que é o ouvidinho” você pega ele no colo e o choro “milagrosamente” pára… Quem já teve mais de um filho, sabe que mesmo gêmeos são diferentes, eu só tive um(ainda) mas convivi com outros bebês MUITO diferentes. “No atacado e no varejo dos bebês”, a coisa muda muito hahaha.

Fico curioso a cada mudança comportamental do Nico. Ele já esta começando a atender(virar a cabeça) quando ouve seu nome, mas, dependendo do humor(sim, ele já tem algo parecido com humor…rs…) ele não dá a mínima. Naty luta 2 guerras por dia, dar de mamar e trocar a blusa dele. Para essas duas ações a paciência dele é curtíssima, diminui o fluxo do leite, já abre o berreiro, fica virando os braços, tenta levantar do colo… sim LEVANTAR DO COLO, no melhor estilo  “fuck that shit!”. Após o banho(ele adora banho), fralda CHECK, calça/bermuda CHECK, meias CHECK, colocar blusa = transformação em Hulk Mirim.

Dormir no berço em um horário aceitável(antes das 22h) é a minha guerra diária, como trabalho fora, tenho pouco tempo com o Nico, então faço questão de 2 coisas, dar banho nele e coloca-lo para dormir, é o nosso tempo juntos. Mas a cada dia na “guerra do sono” tenho que mudar de estratégia, para conseguir vencer, ainda estamos longe das 22h, mas, um dia eu chego lá… r. Já demorei cerca de 2h para coloca-lo para dormir e ele dormir apenas 30 minutos, o reloginho biológico dele, deve estar no horário do Japão… só isso explica… rs

Posso continuar aqui dando exemplos de ações e escolhas necessárias(pelo menos eu penso que sim), que tomo no dia a dia, para o bem estar e educação do Nico. E por que raios você disse tudo isso Bruno? Cadê o começo meio e fim dessa p%$@ de post. Simples! Como pai, faço coisas, no dia a dia, que pode causar dor ou “dor”, porém, são necessárias para os pequenos. Chorou quando mamou? Então tira o leite e dá fórmula? Lógico que não, seja paciente e tente dar mais leite. Ele não gosta de vestir a camisa, blusa ou camiseta? Deixa pelado? Não, coloca mesmo que contrariando o bebê, para evitar uma gripe ou algo pior, se ele chorar, acalme-o. São ações necessárias, seja para nós, pais, ou seja para eles, filhos. E as coisas continuarão assim para sempre, só mudarão as ações e os chiliques… rs

Eu tive noção disso ontem, quando após o banho Nicolas chorou MUITO para ser trocado, berrava, gritava, batia braços, estava igual a música “ah que isso, elas estão descontroladas…” dai perguntei para Naty, quando será que isso acaba e ele entenderá que o que estamos fazendo é necessário… ela me respondeu de uma maneira bem maternal, nunca!

Só devemos(e incluo vocês, pais e mães, nessa também!) tomar cuidado para não engolir as escolhas, opções e subjetividade de nossos bebês, transformando eles em extensões de nosso eu, isso seria trágico, para não dizer triste de diversas maneiras… Aprecie com moderação e parcimônia, igual a cerveja =P

(Quando tiver 10 anos Nico, favor reler este post, para evitar se frustrar por toda a sua adolescência e juventude… rs).

E vocês mães e pais de plantão, já se sentiram assim alguma vez? Comenta ai!

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