Foda-se “O Dia das Mães”

Calma, calma… antes de deletar meu blog dos favoritos, me xingar no twitter ou descurtir minha fan page, deixe-me esclarecer o título do post.

ODEIO datas comemorativas comerciais! Dia das mães/pais/crianças/namorados/etc… Dar um bom presente para sua mãe não significa que você ama a sua progenitora, pois na maioria das vezes você compra qualquer coisa que deu tempo ou que a grana permitiu. Sua mãe não quer apenas presente, ela quer você PRESENTE! Ligar para mãe, pai e etc, uma vez por ano não significa que você é grato por ter nascido, ou agradeça por sua educação e afeto recebido quando bebê e criança, ligar uma vez ao ano, coincidentemente na data comercial e comemorativa do dia X significa que você é egoísta. E presente nenhum no mundo irá mudar isso. Pague afeto com afeto.

Eu tenho a sorte de ter minha mãe viva e presente em minha vida. A mesma sorte que meu filho tem com a mãe dele, no caso, Naty, minha esposa. Mas para você que já perdeu sua mãe, nessa data lembre-se dela e dos bons momentos que passaram juntos. Lembrando que mãe não é apenas a que dá a luz, sua mãe pode ter sido sua avó, sua tia, uma desconhecida que por algum motivo achou que sua vida precisava de um brilho diferente e te adotou. Mãe, pai, criança, namorada e etc… devem ser lembrados diariamente. Óbvio que não temos tempo hábil para ligar e bater papo com a mãe, pai, os índios (pois também temos dia do índio… =P) mas pelo menos uma vez na semana é impossível não ter alguns minutos para dedicar à alguém que te dedicou a vida.

 

Sendo assim, foda-se o dia das mães e todas as outras datas comerciais. Dê presentes que te lembrem e seja especial para a pessoa presenteada, seja seu pai, mãe e etc… Não dê apenas por obrigação ou pior, por desencargo de consciência.  Lembre-se, afeto gera afeto.

Um excelente domingo para todos, e talvez hoje pode ser um bom dia para fazer uma ligação para alguém especial, seja mãe, pai, namorado(a), afilhado, filho(a)…

Bjss

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Mulheres, mães e avós…

Meus sinceros parabéns às mulheres… mas, não à todas. Apenas as que merecem e são dignas de carregar esse gênero tão forte, batalhador e difícil de carregar. Por vezes tão desvalorizadas, usadas e históricamente maltratadas, agora é a sua vez mulher, de vencer, colher os bons frutos plantados por gerações passadas e semea-los novamente… ser feliz.

Um parabéns especial para as mulheres que já são mães, pq durmo do lado de uma, e sei como é árduo, porém, recompensador esse papel tão lindo que apenas a mulher desempenha. Nós homens, temos que comer muito feijão para alcança-las! =D

Um excelente dia e mais uma vez, meus parabéns.

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Minha avó, minha mãe e eu

E hoje uma convidada especial, Isabella Kanupp, mãe moderna e uma das pessoas que me incentivaram a começar esse humilde blog. Feliz Dia das Mães.

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Minha avó, minha mãe e eu

Conversando com o Bruno, ele me propôs escrever um texto aqui, sobre mãe contemporânea. Sobre como é ser uma mãe moderna, como é ser mãe hoje em dia. E então eu comecei a pensar: eu não trabalho fora, eu “só” cuido da casa e da Beatriz. Como vou escrever sobre ser uma mãe moderna? E aí que está, eu não materno como a minha mãe maternou. Eu materno como a minha avó maternou. E isso, hoje é ser uma mãe moderna. Porque ao contrário da minha avó eu escolhi ficar com a minha filha, não foi nada imposto pelas condições ou pela sociedade. Assim como eu poderia ter escolhido trabalhar fora.

Minha mãe trabalhou minha infância toda fora, eu me lembro de poucas coisas que fazíamos durante a semana, minha maior lembrança eram os fins de semana. E hoje, vejo que faltou sim um pouco de carinho – apesar dela ser carinhosa – faltou presença – apesar dela sempre querer estar presente. Acontece que na época da minha mãe, vinda de uma família pobre, era prioridade nos dar segurança, nos proteger, e não deixar faltar nada. E por isso ela trabalhava tanto.

E sim, sou grata. Grata por poder ter comida na mesa, roupa para vestir, e contas sempre pagas. Grata porque sempre tivemos “do bom e do melhor”. Mas não quero fazer igual. Eu decidi fazer diferente. Eu decidi que para a Beatriz eu quero dar muito amor, carinho e presença. Quero sim que nunca lhe falte nada, quero mantê-la protegida e sempre segura. Mas também quero ficar com ela, acompanhar seu desenvolvimento, ser referência e ensinar pelo exemplo que temos de fazer aquilo que gostamos.

 Minha mãe não foi uma má mãe. Apenas “maternou” de uma forma diferente, apenas fez o que ela achou que seria melhor para nós. Porque no fim, moderna ou não o instinto está sempre ali, nos guiando.

E hoje me sinto privilegiada, por poder – tentar – fazer o que gosto, por poder ter a opção de ficar na minha casa, e cuidar da minha filha da melhor maneira que posso. E sim, eu sou uma mulher independente acima de tudo isso. Pois estou exercendo meu poder de escolha.

Isabella Kanupp – Malabarista Profissional de Tempo, esposa, blogueira e orgulhosamente mãe da “espoleta” Beatriz. Escrevo no blog PARA BEATRIZ tudo sobre meu legado materno, humilde para assumir minha falhas, dúvidas e incertezas, debatendo temas, para qual, muitas mães torcem o nariz.

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