Viajar sem o pequeno

Mês passado viajamos e não levamos o Nico, foi uma viagem para realizar o sonho da minha esposa, a bendita Disney! A viajem foi lendária, maravilhosa e cheia de emoção, renovamos nossos votos de casamento, além de presenciar o pedido de casamento de um casal de amigos muito especial, foi realmente muito bom. Em nosso grupo, outro casal de amigos, não menos especiais, também optaram por não levar a pequena deles. Mas vamos ao tema central do post, levar ou não levar os pequenos, em uma viagem desse tipo?

A primeira vista é fácil julgar “Nossa, foram para a disney e não levaram o Nico, que egoísmo, falta de amor, que descaso com o pequeno e etc… ” porém, numa viajem de 16 dias, sendo que 2 desses dias são perdidos, pela chegada e retorno ao aeroporto, após cansativas 9h de vôo, e outros 10 dias são reservados aos principais parques de Orlando, já dificulta o julgamento primário sobre o egoísmo dos pais.

Além da cultura com as crianças ser TOTALMENTE diferente da nossa, no país do Tio Sam, fomos testemunhas de muita coisa que não aprovamos lá, como por exemplo, crianças após apenas 3~4h de parque, já exaustas, chorando repetidamente e muito queimadas do sol (que castiga MUITO em Orlando). A temperatura lá, lembra o litoral, porém sem a brisa do mar, apenas o bafo de calor e o asfalto insuportavelmente quente, para uma criança de 3 anos, creio que não seja o tipo de viagem ideal.

Voltamos a quase 15 dias e ainda não nos recuperamos totalmente do desgaste físico que sofremos lá, o mental esta 100% revigorado, mas para sedentários, do dia para a noite, acordar as 7h e ir dormir as 2h, andar de 15~18km por dia, e eu digo ANDAR mesmo, não de carro não, a pé, canelar nos parques o dia inteiro e esperar a queima de fogos que acontece entre 21~22h, depende do parque. Vimos tantas crianças chorando e pais estressados que nos demos conta, que fizemos a opção correta de não levar o Nico dessa vez, temos planos de voltar e fazer um passeio totalmente voltado para ele, visitar parques que nem passamos perto, por ser muito infantis e ter uma rotina MUITA mais tranquila, para a viagem ser prazerosa e não estressante para o Nico. 

Óbvio que deixamos ele com as pessoas que mais confiamos na Terra, os avós, paternos e maternos, ambos se organizaram para que Nico ficasse entre as duas casas da maneira mais tranquila possível, sem os avós, a opção de deixa-lo não seria viável. Obrigado vovôs e vovós! rsrsrs

Um ano antes da viagem, nós já começamos a deixar o Nico dormir na casa do avôs, um ou dois dias direto, uma espécie de treino homeopático, ele sempre chorava, mas para voltar para casa kkkkkk Ele voltou um pouco mal criado e mimado, preço que pagamos por deixar muito tempo com os avôs babões, mas já entrou na linha novamente… kkkkkkkk Falávamos com ele quase todos os dias via Skype, isso quando ele queria falar conosco e não estava ocupado “jogando jogueimê” com um dos tios, ou no “celulá jogando joguinho dos zumbie”, enfim, nossa viagem foi excelente e a interação do Nico com os avôs melhor ainda, ele ficou muito mais próximo dos dois avôs, foi sucesso total, por isso aconselho a não julgar a situação antes de saber o cenário todo, cada família tem um modo de agir e educar, não tem certo ou errado, o que tem são opções que funcionam para sua família ou não. Para a minha funcionou, mas a partir da próxima viagem, Nico já terá idade para viagens mais puxadas e entendimento para saber obedecer, quando é hora de dormir, comer, e descansar. 

Obrigado pela visita!

=D

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